Novo Audi TT desembarca no Brasil com o mesmo patamar de preço.

OAudi TT manteve o patamar de preço do seu antecessor e parte de R$ 209.990 na versão Ambiente e chega aos R$ 229.990 pedidos pelo mais completo Ambition. Ambos são equipados com o novo 2.0 TFSI EA888, cuja potência saltou de 211 cv para 230 cv. O melhor, contudo, ainda é o torque de 37,7 kgfm disponível por inteiro já a 1.600 giros. O câmbio é sempre o DSG de 6 marchas e dupla embreagem.

Entre as versões, mudam os itens de série. Na Attraction, por exemplo, os faróis são bixenônio e as rodas aro 18, enquanto o Ambition se vale de um conjunto formado inteiramente por leds e adota um jogo aro 19. Ambos contam com o kit S-Line com para-choques mais esportivos, dotados de entradas de ar maiores – o original não cai tão bem com as nova linhas angulosas.

Graças ao uso da nova plataforma MQB com uso extensivo de alumínio, o cupê vai aos 100 km/h em apenas 5,9 segundos e só estabiliza esse entusiasmo quando atinge a velocidade máxima limitada eletronicamente a 250 km/h. Melhor do que isso é a dirigibilidade. Embora sempre venha com tração dianteira – a integral será restrita ao TT-S.

Com o metal mais leve, o peso baixou 50 kg, são apenas 1.260 kg contra 1.317 kg do Golf GTI que se vale da mesma plataforma e mecânica. A rigidez estrutural aumentou 23%. A direção adotou um sistema que fica mais rápido de acordo com o grau de esterço, enquanto os pneus 245/40 em rodas aro 18 dão dose extra de aderência com a ajuda da suspensão adaptativa.

O comprimento de 4,18 metros foi mantido, porém o entre-eixos ficou quatro centímetros maior, passou de 2,46 m para 2,50 m. Isso aumentou o espaço interno, embora levar quatro passageiros adultos ainda seja sinônimo de aperto generalizado. O porta-malas de 305 litros equivale ao volume de um compacto como o Ford New Fiesta.

Se espaço não enche os olhos, o mesmo não pode se dizer da ambientação. Há toques bem pensados como os comandos do ar-condicionado embutidos nas saídas de ar centrais e laterais, o que ajuda a dar um aspecto clean ao cockpit. O melhor, contudo, é o painel de alta resolução. No lugar de instrumentos convencionais, o quadro se vale de uma tela de 1.440 x 540 pixels. O processador gráfico da Nvidia é o mesmo chip Tegra 30 que equipa desde os computadores ASUS ao elétrico Tesla S. Nessa tela, o sistema MMI Touch ficou ainda mais bonito e, de quebra, há até conexão 4G e hotspot wi-fi.

TT-S e Roadster

O Audi TT Roadster será o próximo a desembarcar no início do segundo semestre – por volta de agosto. A capota é de tecido e não há bancos traseiros. A praticidade é garantida pelo acionamento rápido da cobertura, basta apertar um botão que ela se recolhe ou é erguida em apenas 10 segundos, tempo de dar orgulho a muitos Porsche.

Mas a emoção real estará do lado do TT-S. O modelo tem o mesmo 2.0 TFSI do Coupé convencional, porém extrapola a potência a 310 cv, enquanto o torque se mantém parecido, com 38,7 kgfm, apenas 1 kgfm a mais. Contudo, a aplicação de tração integral consegue dar uma enxugada nos números de pista. Até os 100 km/h, são necessários 4,9 segundos. Se fosse uma comparação com o TT 2.0 TFSI quattro, a diferença seria menor, apenas 0,4 s. Mesmo mais rápido, o modelo chega bem depois, lá para o final do ano.

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