Avaliação da Semana – Andamos com a novíssima Chevrolet Tracker Premier mais atraente, consumo baixo e muita tecnologia.

Caros amigos da Veloxtv, tivemos uma parada em nossos testes e avaliações de veículos devido à essa pandemia que assola todo o planeta. Mas voltamos com tudo….. em breve mais surpresas que preparamos para vocês.

 

Nesta semana vamos falar da novíssima Chevrolet Tracker Premier, que tivemos o prazer de andar com ela pelo nosso período de testes e avaliações.

Com visual totalmente novo, motores turbo e consumo baixo, nova geração do Tracker tem potencial para brigar pela liderança do segmento de SUVs.

 

A nova geração do utilitário chega totalmente reformulado, em seis versões, dois novos motores e preços que vão de R$ 70 mil – versão PcD – até R$ 112 mil na versão topo de linha Premier.

 

Nova geração do Chevrolet Tracker está melhor em quase todos os sentidos. Além das linhas mais atraentes, pela modernidade e beleza, ligeiro aumento nas dimensões é percebido, principalmente no porta-malas de maior capacidade: 393 litros diante dos 306 anteriores.

Espaço interno a mais para pernas, ombro e cabeça para a turma de trás, com duas entradas USB. O que diminuiu foi altura em relação ao solo, passando de 16,2 centímetros para 15,7 cm. É a menor distância em relação solo entre os SUV’s compactos, o que deixa o Tracker mais crossover do que SUV.

 

Aumento na relação peso/potência de 9,2 kg/cv do 1.4 para 9,5 kg/cv do 1.2 é pequeno. Desempenho semelhante, com vantagem de o consumo menor possibilitar diminuir a capacidade do tanque em nove litros (53 diante dos 44 atuais). A perda em autonomia da geração atual foi de 26 quilômetros: Tracker 1.4 tem autonomia de 620 quilômetros com gasolina na estrada diante de 594 quilômetros do Tracker 1.2.

 

Versão topo de linha (que andamos) está equipada com muitos itens de conforto/conveniência: acesso ao veículo sem chave e partida por comando no painel, carregador sem fio para telefone, internet a bordo, sistema OnStar, entre outros. Traz ainda alerta de ponto cego e alerta de colisão com frenagem autônoma de emergência, que avisa do perigo e atua nos freios, se o motorista estiver desatento. São seis airbags, controles de tração e estabilidade, e assistente de partida em rampa.

 

Excelente é a posição de dirigir com regulagem da coluna em altura e distância. Assentos dianteiros estão no limite de comprimento no apoio das pernas e o traseiro deveria ter mais comprimento. Retrovisores grandes ajudam na visibilidade juntamente com boa definição da câmera de ré.

A Tracker Premier é equipado com sistema multimídia com tela de oito polegadas não tem navegação nativa. Porta-luvas com luz. Bom acabamento interno de maneira geral, com material duro de boa aparência no painel e forros de porta. Quadro de instrumentos com grafismo limpo é de leitura imediata. Falta indicador de temperatura de motor.

 

Faróis em LED do Tracker Premier iluminam muito bem nos fachos baixo e alto, dispensando os auxiliares. Há regulagem elétrica de altura do facho, que é útil com ocupantes no banco traseiro e porta-malas com bagagem. Limpadores e lavadores dos vidros eficientes. Freios também eficientes em emergência. Às vezes, um pouco muxibentos.

 

Câmbio automático de seis marchas tem trocas perceptíveis, mas sem trancos. Redução automática de marcha nem sempre ocorre com diminuição da velocidade. Há opção do modo L para reduzir, com troca manual por comandos na alavanca, que não deve ser usado por muito tempo para evitar aquecimento.

 

O motorista logo nota que os bancos dianteiros são mais cômodos e elevados que no Onix, além de ter o encosto de cabeça separado. A visibilidade é ampla à frente e para os lados, devendo apenas pelo vigia traseiro de tamanho limitado. Os retrovisores são maiores que os do hatch e oferecem ótima visão (além de virem com o alerta de ponto cego), enquanto o interno é fotocrômico nesta versão, evitando ofuscamento. O puxador de porta é novo, do tipo alça, e a telinha entre os mostradores analógicos do painel vem colorida nesta versão Premier.

 

Conforto

O Tracker traz diversas mudanças, como bitolas mais largas e um novo sub-chassi dianteiro, além de ser o primeiro da família a usar rodas aro 17″. Desta forma, a GM conseguiu dar ao SUV um rodar de qualidade superior ao do hatch e do sedã, com uma melhor absorção de impactos, ruídos e vibrações do solo. Em outras palavras, o Tracker roda mais macio e (ainda) mais silencioso que o irmãos, e também supera toda sorte de obstáculos urbanos (valetas, quebra-molas, saídas de garagem) com facilidade. Efeito colateral é que, nas curvas e desvios rápidos, você sente a carroceria inclinar mais. Não é nada que chegue a comprometer a segurança, mas alguns rivais são mais bem equilibrados dinamicamente.

Conforto também foi a palavra de ordem na hora da calibração do câmbio e da direção. A transmissão entrega passagens sempre muito suaves (mais que no Onix), mesmo quando o acelerador é totalmente exigido, enquanto o volante é bastante leve na maioria das situações – embora fique mais firme em velocidades de viagem. Como nos irmãos, falta ao câmbio um modo Sport ou opção de trocas manuais por borboletas no volante – há apenas botões + e na alavanca que não favorecem o uso do sistema. Ao menos a posição L reduz até duas marchas na hora, sendo uma boa alternativa para usar antes de curvas acentuadas ou em descidas de serra. Já os freios ficam devendo discos na traseira, mas não mostraram sinal de fadiga durante o teste (o Tracker parou em 41,6 metros quando vindo a 100 km/h, na média da categoria).

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *