Fórmula 1 – Williams “A Gigante que se perdeu no Tempo.”

A equipe Williams F-1 é um dos maiores nomes do Esporte a Motor e talvez uma das equipes mais bem Sucedidas da década de 90.

Essa História começou em 1975 com Frank Williams criando a Williams Grand Prix Engineering, e o primeiro F-1 já com a denominação FW apareceu no início da temporada de 1975. Dos anos 70 até o final dos anos 90 a Williams foi Campeã Mundial no Campeonato “Construtores” em 80, 81, 86, 87, 92, 93, 94, 96, 97 e Campeã Mundial no Campeonato Mundial de Pilotos 80, 82, 87, 92, 93, 96 e 97, de 97 para 2017 ela não obteve mais a Glória nos Campeonatos da F-1.

A Williams já foi sinônimo de Superioridade nas pistas com as míticas Williams de “Outro Planeta” em 92 e 93, porém essa fase passou e o “Primeiro” Sinal de Alerta aconteceu quando no inicio de 1993, as Equipes de F-1 já em conversação com a FIA estariam cientes que o Regulamento para 1994 mudaria e toda Eletrônica e Assistência “Ativa” das suspensões estariam banida, tal fato fez com que a Equipe não se preocupasse muito com 1994 visto que tinha um carro muito Superior as rivais. Em 1994 a equipe se perdeu até a metade do ano, Ayrton Senna na época estreando como piloto da Williams, mesmo com o carro mais Rápido, sentiu as dificuldades Físicas de um carro com um Cockpit muito extremo e apertado, um carro totalmente diferente aos quais ele tinha pilotado, um carro com as características do Mago Adrian Newey, Compacto, Justo, Limpo e com muito Downforce. A suspensão traseira da Williams de 1994 foi o grande problema desde o inicio da temporada, enquanto a Benetton focou desde o meio do ano de 1993 visando a temporada de 1994, e já introduzindo a “Suspensão com Tração Mecânica que Simulava a Suspensão Ativa banida em 1994” a Williams teve que rever seu projeto de suspensão traseira a qual Newey e equipe tiveram muita dificuldade. A Benetton tinha uma grande “Carta” na manga que era o Projetista Gênio “Rory Byrne”, este é Especialista em Suspensão e Aerodinâmica (Ferrari SF-70H em 2017)) que fez com que Michael Schumacher já o piloto mais rápido em “ritmo de corrida” tivesse condições nas corridas de buscar a Williams que era o carro mais rápido no quesito desenvolvimento, visto que nos anos anteriores tiveram o famoso “Carro de Outro Planeta”.

Passado o ano de 94 e nos anos seguintes a Williams se achou novamente, com Damon Hill e Jacques Villeneuve, conseguiram seus últimos títulos com um carro superior aos concorrentes. O “Segundo” sinal de Alerta a qual a Williams não se atentou foi no final dos anos 90 e inicio dos anos 2000, com as unidades e equipamentos “Mecachrome” Supertec, a Williams não viria a ganhar mais. Em 2000, seu primeiro ano com o motor BMW melhorou um pouco a situação, em 2001 a Williams respira e se recupera com Montoya e Ralf Schumacher e voltariam a vencer, mas de 2004 para 2017 a equipe já não era mais a mesma dos anos 80 e inicio e meio dos anos 90.

Williams e o futuro na F-1.

Nos últimos 10 anos a Williams respira por aparelhos, perdeu os melhores patrocinadores, e não se adequou as mudanças nos regulamentos. Em 2017 ela voltou a cair, mesmo com atualizações e melhoria da unidade de potência Mercedes, a equipe Inglesa não conseguiu bons resultados em pistas as quais teria chance de mostrar bons resultados.

A McLaren com motor limitado Honda enquanto não teve problemas conseguiu ter melhor ritmo de corrida e classificação que a Williams (com motor Mercedes), a sensação que passa é que a Williams por falta de investimento e coragem de mudar a Gestão e Estrutura Organizacional da Equipe, ficou parada no tempo na “Velha Gestão do Passado”.

Paddy Lowe veio para somar, tem os conceitos e conhecimentos por ter vindo da Mercedes, mas não é o bastante, faltou e falta para a equipe talentos na Engenharia, a grande Escola de Engenheiros Inglesa é famosa pelos grandes nomes do passado, a Inglaterra é o Berço e Meca da Tecnologia e de Equipes da F-1, mas sem mudar a Gestão nada acontece, sem investir mais não terão chances, então é torcer para que a Williams se recupere.

Para encerrar a breve matéria, ficamos com a fala de Felipe Massa piloto da Williams em 2017 sobre o estado atual do carro, o que pode nos mostrar o futuro da Equipe:

“O carro está muito trabalhoso, e estamos perdendo terreno, na realidade estamos andando para trás.”

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