Avaliação da Semana – Andamos com o Nissan Kait o SUV de entrada da montadora japonesa, apostando proposta focada em robustez e espaço interno.
Caros amigos da Veloxtv, nesta semana apresentamos o nosso teste e avaliação com o Nissan Kait Advance 2026, ele é uma grande sacada de mercado da Nissan, num momento importante da marca no Brasil, com renovação de portfólio, fortalecimento de concessionárias e busca por uma fatia maior de mercado. Especialmente com uma concorrência cada vez mais forte.
O Nissan Kait 2026 é o SUV compacto de entrada da marca japonesa no Brasil, posicionado para substituir o antigo Kicks Play. Na prática, ele traz uma repaginada no visual profunda, melhorias dinâmicas e mecânica consagrada, mantendo a plataforma do Kicks original com uma proposta focada em robustez e espaço interno. a Nissan acertou em cheio com o novo Kait.
Desempenho e Mecânica
- Conjunto confiável: Equipado com o motor 1.6 aspirado flex de até 113 cv e 15,3 kgfm de torque, acoplado ao câmbio automático CVT que simula seis marchas.
- Comportamento urbano: Responde bem na cidade. No entanto, por ser aspirado, o motor eleva bastante o giro em subidas e ultrapassagens em rodovias, gerando um ruído interno mais acentuado.
- Dinâmica aprimorada: A Nissan redesenhou o eixo de suspensão traseiro e trocou molas e amortecedores. O carro ficou mais robusto para enfrentar buracos e ganhou maior estabilidade.
Consumo Real (Testes em pista)
O foco do Kait está na economia e eficiência energética:
- Com Gasolina: Média de 11,9 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada.
- Com Etanol: Média de 7,8 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada.
Espaço e Conforto
- Destaque no porta-malas: Com 432 litros de capacidade, ele supera amplamente rivais diretos como o Fiat Pulse, o Renault Kardian e o VW Tera.
- Cabine e Ergonomia: Traz bancos dianteiros com a tecnologia Zero Gravity (extremamente confortáveis) e comandos práticos em botões físicos, embora abuse de plásticos rígidos no acabamento interno
Pontos Fortes:
- Espaço interno e tamanho de porta-malas imbatível na categoria.
- Visual moderno com musculatura no capô e faróis full LED desde a versão inicial.
- Mecânica robusta e com manutenção barata e conhecida no mercado
Vamos ao que mais interessa:
O novo Nissan Kait é uma ampla reestilização da geração anterior do Kicks. Pensado para brigar com os novos SUVs compactos na faixa dos R$ 120 mil a R$ 150 mil, é um projeto que trouxe muita coisa nova.
Design
Em design, o trabalho foi bem amplo, ao ponto de muita gente nem perceber a lateral herdada do Kicks. Na dianteira, os faróis em LEDs bem finos acompanham um capô vincado e alto o suficiente para ser visto de dentro do carro, com aquela marra de SUVzão. No Kait Advance Plus, as luzes diurnas estão nos faróis, deixando a peça abaixo apenas como enfeite, enquanto o Kait Exclusive recebe esta peça em LEDs para o DRL.
O Kait, nessa ótica, é sim um carro novo.
Nas laterais, as duas versões de topo, Advance Plus e Exclusive, recebem novas rodas de 17″, mas todos os Kait estão com um aplique de portas e de caixa de ar diferentes. Na traseira, as lanternas em LEDs assumem um visual reto e, para deixar claro que não é um Kicks, o Kait escrito em letras grandes ocupam o lugar que antes era da placa, que foi para o para-choque.
Interior
As portas receberam novos forros, mas mantém elementos como as maçanetas e botões de vidros elétricos. No dashboard, percebe-se que a estrutura básica é do Kicks, mas recebeu novas saídas de ar, um novo acabamento central, algumas cores e um carregador por indução. O console central é conhecido, mantendo freio de estacionamento na alavanca, dois porta-copos e um bom porta-objetos no apoio de braços.
O segmento dos SUVS de entrada é o que mais cresce e para isso, ele tem que ter preço. E para ter preço, um pouquinho de ruído, uma suspensão mais durinha, uma central multimídia mais lenta (mas que tem, pelo menos, Android Auto e Apple Car Play sem fio) fazem parte. O Kait não é um carro novo do ponto de vista de projeto, embora ele seja um carro atraente quando falamos de novidade e design.
Motor
O motor 1.6 aspirado tem até 113 cv, nada brilhante se comparado à performance dos concorrentes turbinadinhos, mas que faz ele andar bem. Sofre apenas nas subidas ou quando carregado.
O câmbio automático CVT eleva as rotações do motor, causando um certo desconforto com o ruído a bordo, mas nada grave.
Maior e bonito
Ele tem importantes atributos para a grande maioria dos consumidores. Não é um esportivo, um sedan luxuoso ou um 4×4 que, em teoria, revelam clientes mais exigentes, daqueles que sabem a ficha técnica de cabeça. O preço é seu maior aliado, mas não é só: ele tem uma impressão de tamanho bem interessante, e parece ser maior do que de fato é (4,3 m de comprimento, 1,76 m de largura e 1,61 m de altura).
Para quem dirige, é até um charme olhar os “músculos” das extremidades do capô: parece que estamos ao volante de um super SUV. Ainda, a sensação de espaço interno é boa (e ele é espaçoso mesmo), os botões são todos físicos (nada de touch ou escondidos na multimídia), e as janelas são grandes, tornando a vida mais fácil. O painel de instrumentos, embora completo, não é dos mais vistosos: é digital, mas com layout mais simples que o dos rivais.
É bonito, funcional e sem frescuras. Daqueles carros feito com pesquisas, oferecendo o que a grande maioria dos clientes procura, sem “mimimi” tecnológico, embora com um bom patamar de itens de condução semiautônoma: essa versão Exclusive oferece piloto automático adaptativo (ACC), alerta de saída de faixa ativo, monitores de ponto-cego, e frenagem autônoma de emergência, por exemplo. Faróis e lanternas são em LED, o ar-condicionado é digital automático, e as rodas aro 17, diamantadas.
Ele não é eletrificado, não é sinônimo de performance de motor ou de dirigibilidade, mas tem atributos bons na “tabelinha” das pesquisas: é bonito, espaçoso e traz boa relação custo X benefício.






