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Avaliação da Semana – Andamos com o Peugeot 208 GT Hybrid, um hatch compacto focado na agilidade urbana.

Caros amigos da Veloxtv, nesta semana apresentaremos o nosso teste com o Peugeot 208 GT Hybrid 200 Turbo, um veículo que em todos os momentos esta em sua mão, com um design, bastante tecnologia, potência, conforto extremo para todos os passageiros do veículo.

 

O Peugeot 208 GT Hybrid destaca-se como um hatch compacto focado na agilidade urbana, utilizando a tecnologia híbrida leve (MHEV) de 12V da Stellantis para otimizar o consumo na cidade. Custando cerca de R$ 130.990 a R$ 140.000, o modelo une o conhecido motor Turbo 200 ao visual esportivo da versão GT.

 

Abaixo está a análise detalhada do comportamento do veículo nos testes práticos realizados pela imprensa automotiva nacional.

 

Desempenho e Conjunto Mecânico

  • Motorização: Combina o propulsor 1.0 Turbo Flex (T200) de 130 cv e 200 Nm com um pequeno motor elétrico auxiliar (gerador reversível).
  • Aceleração: O hatch cumpre a prova de 0 a 100 km/h em 9 segundos.
  • Comportamento elétrico: Sendo um híbrido leve (MHEV), o motor elétrico não movimenta o carro sozinho. Ele atua fornecendo torque adicional nas saídas de semáforo e retomadas, aliviando o esforço do motor a combustão.
  • Dinâmica: O acerto de suspensão firme somado ao volante de diâmetro reduzido (i-Cockpit) garante uma das conduções mais divertidas e diretas da categoria

 

Consumo de Combustível nos Testes

A maior eficiência energética do sistema MHEV se concentra no trânsito urbano. Na estrada, onde o motor elétrico atua pouco, as médias são quase idênticas às da versão puramente a combustão.

Cenário de Teste Média com Etanol      Média com Gasolina
Cidade (Urbano) 8,0 a 10,7 km/l             13,0 km/l
Estrada (Rodoviário) 9,6 a 12,2 km/l             15,8 km/l
 

Pontos Fortes do Peugeot 208 GT

    • Visual esportivo exclusivo da grade e rodas da versão GT.
    • Respostas rápidas em baixas rotações devido ao torque elétrico extra.
    • Isenções e vantagens fiscais dependendo do município (como o rodízio em São Paulo).
    • Interior refinado com painel digital 3D e central multimídia fluida

 

   

 

Vamos ao que mais interessa:

 

Vantagens práticas do Peugeot 208 Hybrid

De qualquer forma, juntando esses ingredientes acima, eis o Peugeot 208 GT Hybrid, que sai por R$ 139 mil em tabela cheia, R$ 131 mil numa promoção interminável, ou até R$ 125 mil em algumas ofertas locais. Híbrido-leve (MHEV) de 12 Volts, ele se faz valer mais das isenções de rodízio municipal em SP, e dos descontos de IPVA Brasil afora, do que das vantagens técnicas e mecânicas que a tecnologia pode oferecer.  

Precisão na direção

De qualquer forma, é um carro pra lá de divertido. Como sempre no Peugeot 208, tem a precisão de direção, freios e suspensões como destaque, e agilidade acima da média até mesmo para um hatch compacto. Na operação comum, o sistema MHEV deixa seu rodar um pouco mais folgado (o motor a combustão é menos exigido), as partidas mais silenciosas e rápidas (não há motor de arranque para virar), e um freio-motor nitidamente mais forte (para carregar a pequena bateria de tração). 

 

Seu motor 1.0 turboflex, de três cilindros, segue com 125/130 cv de potência e bons 20,4 mkgf de torque (o 208 é o mais forte dentre os hatches compactos atuais), bem-casado a transmissão automática CVT que simula sete velocidades, que aqui recebe calibração um pouco mais esperta e responsiva, mantendo-se confortável e suave. Os 4 cv e 1 mkgf extras do sistema MHEV entram como complemento adicional. 

 

De qualquer forma, apesar dessa caixa CVT escorregar um pouco, ela torna-se mais ágil quando acoplada ao motor 1.0 turboflex. É daqueles carros que exige pouco esforço do motor para ganhar velocidade de forma suficiente, até pelo baixo peso e dimensões do 208, enquanto o modo Sport de condução e as trocas de marchas manuais na alavanca fazem desse pequeno Peugeot quase um kart.

 

Componentes importantes e acerto perfeito

Além das acelerações vigorosas do powertrain (especialmente acima de 2.500 rpm), há um acerto justinho de outros parâmetros mecânicos do carro. A direção, leve nas manobras, aposta numa relação mais multiplicada e direta (menos voltas de batente a batente, menores movimentos do volante), enquanto os freios, também macios, conseguem parar o hatch com segurança (ajuda para isso o baixo peso, inferior a 1.175 kg).  

 

Nas suspensões, molas e amortecedores com calibração confortável, ainda que isso não prejudique a dinâmica do Peugeot 208: o curso do conjunto é curto, e a carroceria vai próxima do solo, melhorando bastante o centro de gravidade. Faz curva muito bem, com pouca rolagem lateral de carroceria e mínima inclinação.

Público alvo e parabéns à Stellantis, acertou em cheio

Muito ágil ao volante, o carro é destinado à jovens solteiros, ou no máximo casais. É um produto jovial, tanto que aposta nessa pegada mais esportiva, como sugere a sigla da versão GT, um kit aerodinâmico mais pronunciado, as belíssimas rodas aro 17, decorações em preto brilhante pela carroceria e afins. E nem caberia uma família muito maior a bordo dele, afinal o espaço traseiro é limitado, com portas pequenas, teto mais acanhado e vão contido para as pernas. O Peugeot 208 é um carro pequeno para os ocupantes, ainda que o porta-malas vá além dos 300 litros declarados (interessantes).

 

Quem curte uma tocada diferenciada e posto de condução mais sport, dificilmente não vai gostar desse Peugeot 208 GT. Os bancos dianteiros são grandes e ergonômicos (roubam um pouco do espaço traseiro, também), sustentando o motorista com competência nas curvas rápidas. O pequeno volante oval de dois raios, tradição recente da marca francesa, casa bem com o painel alto, com instrumentação digital e multimídia elevados (o famoso i-Cockpit). 

 

Quem é mais corpulento, ou tem altura acima de 1,80 m, vai sofrer mais para entrar e sair do carro, que é baixo, com colunas largas e portas pequenas. Mas, depois que essa operação de embarque é realizada, encontrar o melhor posto de condução no Peugeot 208 é fácil: volante e bancos têm ajustes amplos, e as linhas gerais do seu interior favorecem a posição de dirigir mais baixa (painel e laterais de portas abraçam o condutor). Bacana a exclusividade do teto panorâmico em vidro, que só ele traz na categoria.

Equipamentos de Série

Seu pacote de equipamentos de série inclui 6 airbags, instrumentação digital, bancos em couro sintético, painel de instrumentos digital de 10 pol., multimídia de 10 pol. com conexões sem fio, sensores de chuva e crepuscular, carregador de celular sem fio, chave presencial e partida por botão, ar digital automático, sensores de estacionamento traseiros, câmera 180º, faróis e lanternas em LED, pacote ADAS com diversas funções, entre outros. Esse Peugeot 208 fica devendo retrovisor interno fotocrômico, sensores de estacionamento dianteiros e portas USB traseiras, principalmente.

 

O interior segue sendo um dos grandes diferenciadores do modelo. O i-Cockpit, com volante compacto ovalizado e painel elevado, cria uma posição de condução envolvente, que alguns amam e outros odeiam. O quadro de instrumentos digital 3D específico para a versão híbrida entrega informações claras sobre fluxo de energia e estado do sistema, enquanto a central multimídia de 10,3” cumpre bem sua função, sem distrações desnecessárias, e conta com pareamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay.

Um semi-híbrido de fato

O Peugeot 208 GT Hybrid adota o sistema híbrido leve de 12 volts, classificado pelo fabricante como MHEV (sigla correspondente a híbrido leve em inglês), porém tratado no AE, com mais precisão técnica, como semi-híbrido, já que o veículo nunca se move a eletricidade somente.

 

Entenda-se por híbrido um veículo propulsionado por dois tipos de motor, a combustão e elétrico, separados ou juntos. No sistema Hybrid adotado pela Stellantis o motor elétrico nada mais é que o conhecido gerador de corrente alternada, por isso chamado de alternador desde sua chegada aos automóveis no final dos anos 1950, construído para ser reversível.

Detalhes do Motor

O conjunto mecânico parte do já conhecido motor GSE Turbo 200, um tricilindro de 1 litro, turbocarregado, bloco e cabeçote de alumínio, injeção direta, controle das válvulas de admissão através do sistema MultiAir III e das válvulas de escapamento por comando no cabeçote com corrente. Ele entrega 125/130 cv de potência máxima a 5.750 rpm e torque máximo de 20,4 m·kgf a 1.750 rpm, números competitivos para o segmento. O gerador-motor elétrico, alimentado por uma bateria de íons de lítio de 12 V posicionada sob o banco, atua por correia, funcionando como motor de partida, alternador e suporte de torque em baixa rotação.

 

Conclusão

O Peugeot 208 GT Hybrid não é apenas o hatch compacto mais bonito do mercado brasileiro — ele começa, agora, a sustentar essa afirmação com uma proposta técnica mais madura. O sistema semi-híbrido de 12 V entrega ganhos reais de eficiência, especialmente no uso urbano.

 

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