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Avaliação da Semana – Andamos com o Haval H9, o SUV raiz que atrai para si, os olhares por todos os lados.

O GWM Haval H9 2026 destaca-se nos testes da Veloxtv nesta última semana, o veículo é com certeza absoluta uma alternativa altamente competitiva no segmento de SUVs “raiz” (com chassi sobre longarina). Ele concorre diretamente com modelos tradicionais como o Toyota SW4 e o Mitsubishi Pajero Sport, oferecendo um preço consideravelmente menor e um farto pacote tecnológico.

Abaixo estão os principais pontos destacados do modelo.

Desempenho e Mecânica

  • Motorização: Equipado com um motor 2.4 turbodiesel, que entrega força suficiente para o uso severo, embora seja ligeiramente menos potente que alguns rivais diretos e sem assistência elétrica, focado em força e uso severo.
  • Câmbio: Transmissão automática de 9 marchas desenvolvida pela própria GWM, com trocas suaves.
  • Tração: Sistema 4×4 com reduzida e diferentes modos de terreno (areia, lama, neve, etc.).

Comportamento Dinâmico (Asfalto vs. Terra)

  • No Off-Road: É onde o SUV brilha. De acordo com os nossos testes, a geometria de suspensão é excelente para o fora de estrada, contando com 31° de ângulo de ataque, 25° de ângulo de saída e 22,4 cm de vão livre do solo. Supera obstáculos severos e estradas de terra com facilidade.
  • Na Cidade: Apesar de medir quase 5 metros, surpreende pelo conforto de rodagem urbana. A suspensão isola bem as imperfeições, embora a carroceria role um pouco nas curvas devido ao porte e à proposta do chassi.

Interior, Espaço e Tecnologia

  • Sete Lugares: A cabine acomoda 7 passageiros de forma confortável, sendo uma das melhores opções espaciais da categoria.
  • Acabamento: Superior ao dos concorrentes de marcas tradicionais, com forte presença de materiais suaves ao toque.
  • Tecnologia: Traz as mesmas telas de alta resolução vistas na linha H6 para o painel de instrumentos e central multimídia, além de um pacote completo de assistências à condução (ADAS).

Preço e Mercado

  • Preço competitivo de R$ 329 mil, ficando quase R$ 100 mil mais barato que os concorrentes diretos japoneses.
  • Garantia diferenciada de 10 anos oferecida pela montadora no país.

Vamos ao que todos esperam……COMO É O BRINQUEDO!

O Haval H9, um SUV grande a diesel que invade o terreno dominado pelo Toyota SW4 e acerta ao não tentar eletrificar um segmento que não coloca a eletrificação nem perto de suas prioridades.

O GWM Haval H9 já faz barulho no segmento de SUVs grandes, vendendo mais que Chevrolet Trailblazer e Mitsubishi Pajero Sport.

Esse estilo de SUV “quadradinho” está na moda. Por ser tradicional, o design envelhece menos (e melhor) que os visuais urbanos rebuscados demais, embora apresente uma dificuldade inerente em ter uma identidade própria.

Exterior

Na dianteira, os faróis redondos remetem ao Mercedes-Benz Classe G, enquanto a grade com o nome da marca reforça que você está em um Haval. A traseira simula um suporte de estepe que, na verdade, é apenas um porta-objetos com chave, o que acaba obrigando a abertura lateral da tampa do porta-malas. É um carro imponente, especialmente na cor fosca Cinza Zenith. Um equipamento útil é o estribo lateral elétrico, que auxilia no embarque diário sem se tornar uma peça vulnerável a danos em manobras. As rodas são de 19″, com pneus 265/55.

Os faróis arredondados também estão ali, envoltos por uma moldura quadrada e separados por uma gigantesca grade cromada. O capô elevado tem vincos bem demarcados. Na lateral e na traseira, a inspiração parece ter sido o novo Defender, principalmente nas lanternas divididas em dois retângulos. Algo interessante é o estribo retrátil, que auxilia no acesso da cabine.

Com 4.950 mm de comprimento, ele é maior que os 4.795 mm do Toyota SW4; o entre-eixos de 2.850 mm também supera os 2.745 mm do japonês. Além do visual, o Haval H9 chama a atenção pelo porte: seus 1.930 mm de altura e 1.976 mm de largura exigem cuidado extra no uso urbano e em vias estreitas, embora nada que inviabilize a condução.

Interior

O maior impacto para o comprador deste segmento pode ser o interior. O acabamento é bom, apesar do uso de plástico rígido na maior parte, mesclado a cores sóbrias e detalhes metálicos. Bancos amplos e confortáveis, console central com seletor de marchas robusto e volante grande compõem o conjunto com duas telas: a de 10,25″ para o painel de instrumentos (de boa resolução) e a de 14,6″ para o sistema multimídia, que concentra ajustes de ar-condicionado e espelhamentos.

Um ponto positivo é a manutenção de alguns comandos básicos em botões físicos, já que o espelhamento de celular acaba ocultando a fileira de comandos virtuais na parte baixa da tela. Este é um detalhe que a GWM já resolveu no Haval H6 com a nova geração de software, que não deve demorar a aparecer no H9.

O espaço interno segue a mesma linha: é amplo, com zona de ar-condicionado dedicada e saídas no teto para os passageiros traseiros. A terceira fileira serve para dois adultos em emergências ou crianças em trajetos curtos. O porta-malas tem abertura lateral e varia de 88 litros (com 7 lugares) a 791 litros (com 5 lugares), tornando-se muito mais versátil nesta última configuração.

O Haval H9 é um bom SUV. É compreensível que ele atraia tantos clientes para as concessionárias: oferece luxo, tecnologia e um preço mais competitivo que os rivais japoneses.

Tecnologia de sobra

Na cabine, as similaridades com o Tank 300 continuam, com um estilo que, curiosamente, mescla o rústico com a modernidade. Por um lado, o H9 traz duas grandes telas para quadro de instrumentos (10 polegadas) e central multimídia (14,6 polegadas) com conexões sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Por outro, para os fãs de botões, como eu, há vários, para comandar ventilação e modos de condução.

Chega a ser curioso o nível de tecnologia em um carro com proposta voltada para o desempenho fora de estrada. Mesmo se o condutor quiser dirigir o H9 na lama, vai desfrutar de itens de conforto como carregador de celular por indução, teto solar panorâmico, ajustes elétricos nos bancos do motorista e passageiro, além de um ar-condicionado de três zonas.

Os bancos, dotados de aquecimento, são bastante confortáveis, deixando a desejar apenas nos apoios laterais menos proeminentes, o que faz com que as costas fiquem soltas.

O Haval H9 também vem equipado com o pacote Adas nível 2 com sistemas de assistência ao motorista. A lista inclui frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego e controle de velocidade adaptativo. Além disso, são seis airbags de série, incluindo os de cortina.

Os bancos da segunda fileira, importante dizer, são corrediços. O mecanismo facilita o acesso à terceira fila de assentos, bem como ajuda a ter uma comodidade maior para as pernas. Portanto, mesmo pessoas mais altas — com mais de 1,80 m — vão conseguir sentar de forma confortável. Quem vai atrás, inclusive, aproveita itens de conforto como o ar-condicionado com ajuste de temperatura, porta-objetos e portas USB do tipo A e C.

Também observei que o espaço da terceira fileira é, surpreendentemente, agradável. Isso, claro, pensando que por si só já será um pouco mais apertado na disposição.

Espaço e Condução

Espaço, inclusive, é o que não falta no SUV. Achei a disposição dos porta-objetos generosas, com bastante possibilidade de levar as “tralhas” do dia a dia. Na traseira, o compartimento que parece acomodar um pneu é, na verdade, um espaço para carregar objetos com capacidade para até 10 kg. Mas, calma! Existe sim um estepe acoplado na parte de baixo do veículo.

O H9 não passa sufoco na hora de enfrentar obstáculos, mesmo com o carro carregado. Essa vocação se prova ainda mais com o sistema 4×4 ligado e com o modo de condução “lama” ativado — ao todo são três para o off-road, contando também areia e neve. E foi exatamente essa a sensação durante o trajeto cheio de pedras, buracos e lama. O ângulo de ataque, é de 31° (no SW4 são 29°), fazendo com que o carro supere barreiras mais verticais. Fora isso, tem capacidade para imersão até 800 mm.

Quando o assunto é suspensão, mesmo sendo um grandalhão, o H9 mostrou estabilidade e conforto. O conjunto com braços sobrepostos na dianteira e Multilink na traseira amortece bem os impactos, que não foram poucos. Já a câmera 360° ajudou bastante com a função de ver o solo abaixo da carroceria, o que me permitiu ver as condições por onde o carro passava.

Motor

O Haval H9 utiliza o motor 2.4 turbodiesel de 184 cv e 48,9 kgfm, acoplado ao câmbio automático de 9 marchas com tração 4×4, reduzida e bloqueios de diferencial dianteiro e traseiro. Com arquitetura de chassi sobre carroceria, o modelo aposta na robustez para atrair o público do agronegócio, que costuma preterir sistemas híbridos. Contudo, esse mesmo público pode questionar justamente o motor.

Para mover os mais de 2.500 kg do H9, esses números não são exemplares. O motor 2.4 funciona de forma suave e silenciosa, mérito também do excelente isolamento acústico com vidros dianteiros duplos, mas percebe-se que o câmbio trabalha excessivamente para compensar o peso, com reduções frequentes. Em uma era de motores turbodiesel menores que entregam mais de 200 cv, os 184 cv podem fazer o comprador torcer o nariz.

Suspensão

A suspensão é muito confortável, com ótima calibração tanto para o asfalto quanto para a terra, e claramente suportaria um motor mais forte. O rodar do GWM é digno de segmentos superiores, fazendo esquecer, em certos momentos, que se trata de um carro com chassi.

Conclusão

A GWM acertou na leitura do mercado brasileiro ao entender que o usuário de SUVs grandes de chassi ainda é fiel ao diesel. Se todas as marcas soubessem ler o consumidor local com essa precisão, muitos erros estratégicos seriam evitados. Os passos da marca chinesa podem não ser os mais rápidos, mas demonstram uma solidez na operação raramente vista em marcas novatas.

 

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