Mercado Internacional – Nissan rejeitou nova proposta de fusão com a Renault.

Segundo fontes citadas pelo jornal japonês Nikkei, a Nissan rejeita nova proposta da Renault para uma fusão e em pé de desigualdade de capital dentro da Aliança.

A nova gestão da Nissan entende que a marca japonesa não foi tratada como igual à Renault e a fusão iria tornar essa desigualdade permanente, algo que os executivos da casa japonesa, liderados por Hiroto Saikawa, não toleram.

O CEO da Nissan rejeitou confirmar ou desmentir o recebimento do memorando de fusão entre as duas empresas. Para Saikawa, “não é hora de pensar nisso, pois estamos focados em melhorar o desempenho da Nissan em termos financeiros e pedimos que nos deem tempo para isso.” Também a Renault declinou qualquer comentário sobre o assunto, mas na proposta, a Renault argumenta que a fusão de ambas as empresas iria maximizar as sinergias da aliança franco-japonesa.

Desde a prisão de Carlos Ghosn, o principal arquiteto da fusão entre a Nissan e a Renault, que a situação da Aliança tem estado periclitante, saindo chamuscado de tudo isto Hiroto Saikawa, parte do grupo de executivos da Nissan que está contra esta fusão, acusado por Ghosn de ter conspirado contra ele para evitar a fusão.

Recordamos que foi a Renault que salvou a Nissan da bancarrota há duas décadas e que devido à estrutura de capital da Aliança, é a casa francesa quem tem o controle sobre a Nissan, muito maior em volume e valor.

A Aliança Renault Nissan foi iniciada em 1999 e em 2016 trouxe para dentro do acordo a Mitsubishi, igualmente salva da bancarrota pela aliança franco-japonesa. E em março deste ano, numa tentativa de afastar, de vez, a influência de Carlos Ghosn, a Nissan e a Renault anunciaram que se iriam colocar em pé de igualdade e há poucas semanas o Financial Times noticiou que Nissan e Renault iriam discutir o assunto da fusão no próximo ano.

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