Mercado Internacional – BMW Motorsport faz 45 anos, mas só há 40 anos lançou o primeiro modelo.

Caros amigos internautas mostraremos a história da “Divisão M da BMW”  e você sabia que o mais curioso como a famosa divisão M da BMW cumpre 45 anos em 2018, mas só em 1978 lançou o seu primeiro carro de estrada.

 

Na matéria a seguir contamos com a colaboração do sócio da Veloxtv Anastácio Gabriel, com sua vasta experiência e conhecimento da história da marca bávara e suas belas máquinas apresentadas ao logo desta sua extensa história.

 

A História

Foi no Salão de Paris que a BMW Motorsport revelou o primeiro modelo M para usar na estrada, estando longe, nessa altura, o que a pequena letra M com as faixas azuis, vermelhas e brancas iriam significar. Uma produção que começou tímida, hoje tornada quase inevitável já que quase todos os modelos da BMW têm uma versão, não da BMW Motorsport, mas da BMW Performance. Porém, o famoso M permanece e há carros que nunca nos vão sair das nossas cabeças. Aqui fica a homenagem aos modelos BMW M.

 

BMW 3.0 CSL (1973)

 

Nasceu para as pistas, mas como era necessário homologar o carro, a BMW construiu uma mão cheia de modelos legais para andar na estrada. Tinha como destaques o capô, tampa da mala e painéis das portas feitos em alumínio. Já as janelas laterais usavam “pleixiglass” e o interior o mais espartano possível. Contas feitas, foram produzidos 1039 exemplares, restam bem menos e são hoje modelos muito procurados com preços assustadores acima dos 200 mil euros.

 

BMW M1 (1978)

Este foi o primeiro modelo de estrada feito pela BMW. Curiosamente, nasceu depois de uma série de equívocos e de promessas erradas. Mais curioso ainda: este foi o único BMW com motor central traseiro feito até à chegada do i8. Tinha como destino entrar na competição segundo a regulamentação do Grupo 5, mas levou tanto tempo a ser concebido – as questões entre a BMW e a Lamborghini foram mais que muitas e acabou em divórcio – que acabou por competir numa série só para si (Procar Series) tendo chegado a participar em Le Mans e em ralis, mas sempre sem muito sucesso. Desenhado por Giorgetto Giugiaro, utiliza um motor de seis cilindros em linha com 3.5 litros com 277 CV e 330 Nm de binário. Foram produzidas 453 unidades, cujo preço ronda os 300 mil euros.

 

BMW M535i (1980)

Terá sido este o primeiro modelo que estabeleceu a letra M como sinônimo de modelo esportivo. A base era um Série 5 o que assegurava performances de topo e a praticabilidade de um automóvel familiar. E com o mesmo motor do BMW M1, embora aqui com 210 CV e 310 Nm, assegurava que as performances fossem de topo: 7,5 segundos dos 0-100 km/h. O carro tinha um aspeto pouco desportivo e apenas as listas azuis e vermelhas, as rodas BBS raiadas e o grande spoiler dianteiro, diziam ser este um BMW M.

 

BMW M5 (E28 – 1984)

O primeiro modelo a usar este nome era absolutamente banal – visto de fora parecia um 520d – porém um verdadeiro “lobo em pele de cordeiro”, pois era, na época, o sedã de quatro portas mais rápida do mundo. O motor continuava a ser o seis cilindros com 3.5 litros com 280 CV que permitia uma aceleração 0-100 km/h em 6,2 segundos.

 

BMW M635CSI (1984)

O belíssimo coupé da BMW surgiu em 1984 com a chancela M e tinha como missão oferecer réplica ao Porsche 911. O carro era igualzinho ao 635 CSI, mas com o seis cilindros com 3.5 litros a debitar 286 CV e 340 Nm, o que autorizava uma aceleração dos 0-100 km/h em 6,4 segundos.

 

BMW M3 (E30 – 1985)

Um dos carros mais icônicos da BMW, o M3 E30 destacava alargamentos das entradas das rodas, um spoiler dianteiro profundo e uma asa traseira em cima de uma tampa da mala mais elevada que no carro “normal”. Por baixo do capô estava um quatro cilindros com 2.3 litros a debitar 200 CV e 230 Nm. Mais tarde surgiram versões conversíveis e os raros Evo com 220 e, mais tarde, 238 CV. A versão de 200 CV chegava dos 0-100 km/h em 6,7 segundos, o modelo com catalisador tinha 215 CV e demorava exatamente o mesmo tempo para esse exercício. Já a versão Evo com 220 CV precisava de 6,5 segundos para chegar dos 0-100 km/h e alcançava os 248 km/h.

 

BMW M5 (E34 – 1988)

Resposta da casa de Munique ao Mercedes E500, o M5 apostava na qualidade de construção e num bloco com seis cilindros em linha com 3.6 litros e 315 CV. A partir de 1991, a BMW instalou o mesmo motor, mas com 3.8 litros e 340 CV.

 

BMW M8 (1991)

Este é o carro que a BMW negou existir durante duas décadas. Era um carro fabuloso que juntava dois motores de seis cilindros com 3 litros, o que originou um V12 com 6,1 litros e 557 CV que chegavam às rodas traseiras através de uma caixa manual de seis velocidades. O interior do M8 só tinha dois lugares (dois bancos de competição), freios de competição e alargamentos nas cavas das rodas com entradas de ar á frente das rodas traseiras. Infelizmente, foi um nado morto.

BMW 850 CSI (1993)

Este era o M8 em fato de gala, ou seja, chamava-se 850 CSI e contava com um V12 de 5.6 litros com 380 CV que, apesar das quase duas toneladas de peso, conseguia chegar dos 0-100 km/h em 6,0 segundos. Não tinha as performances que o M8 prometia, mas era, de longe, o melhor Série 8.

 

BMW M5 Touring (1992)

O alargamento do M5 à versão wagon deu-se em 1992 e é, hoje, um carro cobiçado por ser raro, pois foram produzidas apenas 891 unidades. Não porque a BMW a quisesse rara, mas porque a procura foi escassa e por isso o modelo não regressou na série 5 E39. Mas voltaria mais tarde quando a Mercedes e, sobretudo, a Audi com a RS6, forçaram a BMW a recuar nas suas intenções.

 

BMW M3 (E36 – 1992)

Esta geração do M3 lançou um debate intenso entre a imprensa e os adeptos da BMW, indagando-se se a divisão M tinha perdido o jeito. O M3 E36 ficava longe do que era o M3 E30 e privilegiava uma utilização mais cotidiana que esportiva. Aliás, seguindo aquilo que sucedeu na transição da Série 3 “normal” entre o E30 e o E36. A caixa SMG não ajudava à festa num carro rápido (6,0 segundos dos 0-100 km/h) e potente (3.2 litros com 321 CV e 250 km/h).

 

BMW M3 Compact (1996)

Seria um carro muito interessante: um M3 Compact com o motor de 3.2 litros e 325 CV, com um preço também mais compacto, permitindo que mais pudessem chegar à gama esportiva da BMW. Porém, a casa alemã não pensou melhor, arrefeceu o interesse no carro e acabou por o deixar na prateleira e só foi produzida uma única unidade.

 

BMW M5 (E39 – 1998)

Talvez para compensar o “morno” M3 E36, a BMW tirou da cartola um V8 com 400 CV e colocou-o no M5 da série E39. Com este nível de potência, as performances melhoraram com a aceleração 0-100 km/h em 5,3 segundos. Com caixa manual de seis velocidades, o M5 E39 foi um sucesso com mais de vinte mil unidades comercializadas, mais oito mil que o anterior M5.

 

BMW Z3M (1998)

A base não era fantástica para criar uma versão M, mas a divisão esportiva da casa bávara lá conseguiu dar a volta à situação e criou um carro entretido que, pelo menos, justificava utilizar a letra M. O motor era o 3.2 litros com 325 CV e 350 Nm, capaz de proporcionar uma aceleração 0-100 km/h em 5,3 segundos.

 

BMW Z3M Coupe (1998)

Feio será uma palavra que não fará jus a esta espécie de “avó” das “shooting brake”. Porém, hoje, é um carro muito cobiçado porque foi feito em pequenas quantidades e não sofreu alterações quando o Z3 foi atualizado esteticamente. Com diferencial auto blocante e uma via traseira muito alargada. O fecho da parte traseira aumentou a rigidez e, por isso mesmo, melhorou o comportamento. O motor 3.2 litros com seis cilindros e 321 CV, lançava o Z3M Coupé dos 0-100 km/h em 5,4 segundos.

 

BMW M3 (E46 – 2000)

Arrepiando caminho, a BMW M fez um melhor trabalho com o M3 da geração E46, um carro muito mais capaz. Continuando com o bloco de seis cilindros, os 321 CV permitiam chegar dos 0-100 km/h em 4,9 segundos. Foi declinado em coupé e cabriolet.

 

BMW X5 LM (2000)

Estava a BMW quase, quase a lançar o seu primeiro SUV quando decidiu dar um “empurrãozinho” ao X5 provando que uma “camionete – SUV” podia ser rápida num circuito e divertido de conduzir. Debaixo do capô estava um V12 com 700 CV que, nas mãos de Hans Joachim Stuck, fez uma volta ao Nurburgring em 8m05s. Nada menos que 15 segundos mais rápido que o BMW Z8! Nunca chegou à produção, mas a BMW faria um X5M.

 

BMW M3 CSL (2003)

Despojado de muitos dos luxos do M3, a versão CSL era muito mais caro que o M3 “normal”, muito equilibrado e com uma banda sonora fabulosa, tinha no SMG o calcanhar de Aquiles. Poucos foram produzidos, são muito procurados e os preços andam acima dos 75 mil euros.

 

BMW M3 Touring E46

Alguma vez imaginou um carrinho feita com base no M3? Foi feito um único protótipo funcional que exibia o mesmo motor do M3 E46 e chegou, mesmo, a cumprir alguns testes de desenvolvimento, mas no final das contas feitas, não havia forma do projeto financeiro ser rentável, pois o mercado disponível era pequeno.

 

BMW M5 (E60 – 2005)

Um sedã de quatro portas com um V10 debaixo do capô era algo nunca visto  e continua a não existir.  Ainda por cima com mais de 500 CV transmitidos às rodas traseiras por uma caixa automática. Capaz de transportar cinco pessoas com conforto ou velocidade, tinha um som fabuloso, um comportamento delirante e um consumo absurdo que esgotava o depósito de 70 litros (igual ao de um Série 5 diesel) enquanto o diabo esfregava o olho.

 

BMW M5 Touring (E60 – 2007)

A wagon M5 regressou com a geração E60, contando com o mesmo motor V10 com 500 CV e a mesma implementação mecânica. Tinha exatamente as mesmas virtudes e defeitos do carro, tendo no porta-malas o maior trunfo face ao sedã.

 

BMW M6 (E63 – 2005)

Não era o mais elegante dos coupés, era grande e pesado, mas com a mesma mecânica do M5 E60 – V10 com 500 CV era um carro veloz e impressionante. O 0-100 km/h era feito em 4,4 segundos, mas numa estrada verdadeiramente sinuosa, era um peixe fora de água.

 

BMW Z4 M (2006)

Na base era um M6 E46, mas envolvido por uma carroceria roadster de gosto discutível, mas que conseguia ser suficientemente ágil e divertido de conduzir graças aos 343 CV do bloco seis cilindros em linha com 3.2 litros. Os 5 segundos dos 0-100 km/h eram interessantes.

 

BMW Z4 M Coupé (2006)

Seguindo as diretrises do Z3 Coupé, o Z4 propunha uma versão fechada com um estilo mais evoluído, mas não totalmente feliz. Porém, com o chassis mais rígido devido ao teto que fechava o habitáculo, suspensões revistas e uma direção mais direta, conferiam um comportamento entusiasmante, muito ajudado pelo motor de 340 CV. Com poucas unidades produzidas (4581 unidades), começa a ser um carro cobiçado com os preços subindo rapidamente.

 

BMW M3 (E90 – 2007)

Com esta geração do M3, a BMW colocou-lhe um V8 debaixo do capô, um motor simpático com 4.0 litros e 420 CV e 400 Nm. Esta “artilharia” permitia chegar dos 0-100 km/h em 4,9 segundos. Capaz de chegar às 8400 rpm, era um automóvel veloz, com um comportamento delirante, mas cujo luxo e requinte roubavam alguma da loucura que outros M3 despertaram. Foi o último M3 a ter motor atmosférico.

 

BMW X5M (E53 – 2008)

Lembram-se do X5 LM que acima falamos? Aqui está o seu fim, um carro que marcou um período menos coerente da BMW M. O LM pode até ter feito um excelente tempo no Nurburgring, mas um gigante destes com mais de 2,2 toneladas de peso, com um enorme V8 de 4.4 litros pendurado na frente, não poderia ir muito além de ser um foguetão direito. O 0-100 km/h feito em 4,2 segundos provava que os 575 CV do motor eram generosos. Mas mais que isso… a verdade é que com um preço faraônico, acabou por ter sucesso.

 

BMW X6M (2009)

Mais inexplicável foi o sucesso do X6M, um modelo muito menos sensato que o X5, com menos habitabilidade e versatilidade, mas que foi um sucesso de vendas, tal como a versão M, exatamente igual ao X5M. Há razões que a razão desconhece…

 

BMW M3 GTS (2009)

Olhando de rabo de olho para a Porsche, a BMW decidiu imitar os homens de Zuffenhausen e criar uma série muito especial do M3, denominada GTS equipada com o mesmo motor V8, mas com 450 CV e menos 136 quilos, o que gerou um carro delicioso, mas que não foi além de 150 exemplares, altamente cobiçados pelos colecionadores.

 

BMW Serie 1 M Coupe (2011)

Talvez um dos melhores carros que a BMW M já fez depois do M3 E30. Com um nome desastrado que nasceu para impedir que o carro se chamasse M1, viveu um pouco na sombra do M3 e do M4, mas era uma máquina fabulosa com 360 CV, vias mais largas 7 cm nos dois eixos e um peso abaixo dos 1500 quilos. A caixa era manual com seis velocidades, diferencial auto blocante M e uma performance impressionante. A BMW tinha previsto produzir apenas 2700 unidades, mas a procura foi tamanha que acabaram por ser produzidos 6309 carros.

 

BMW M5 (F12 – 2011)

Fora o motor V10 gastador e poluente, chegava ao M5 o V8 de 4.4 litros duplo turbo com 560 CV, 690 Nm e caixa automática de sete velocidades. Suficiente para levar os 1870 quilos do M5 dos 0-100 km/h em 4,4 segundos. Infelizmente, a carrinha foi descontinuada.

 

BMW M6 (F13 – 2012)

Por baixo da longa e esbelta carroceria da segunda geração do M6, estava a mecânica do M5. Com a chegada deste novo Série 6, a versão M declinou-se em coupé, cabriolet e até no GrandCoupe, a versão de quatro portas do Série 6. As versões M6 são raras pois os preços eram muito elevados. O modelo chegou à competição na forma do M6 GT3 que competiu (e ainda compete) e alguns campeonatos de GT.

 

BMW M4 (2014)

A separação em duas gamas diferentes das versões de quatro portas e carrinha das variantes de duas portas, cinco portas e cabriolet, deu origem ao M4 cuja mecânica, chassis, enfim, tudo é igual ao M3. O motor de seis cilindros com 3.0 litros debita 430 CV.

 

BMW M2 (2016)

O M2 foi a pedra de toque para a BMW Performance. Depois de anos a incrementar a potência e as velocidades, mas tornando os carros mais pesados e menos excitantes, o M2 veio colocar ponto final nessa tendência. Se o Serie 1 M Coupe tinha como antepassado o M3 E30, este M2 é o seu herdeiro: motor seis cilindros com 3.0 litros, 370 CV e 465 Nm, caixa manual se seis velocidades com auto blocante, menos de 1500 quilos de peso e 4,5 segundos dos 0-100 km/h. Um carro com um comportamento fabuloso e que a BMW tornou ainda mais desejável com a versão Competition a debitar 410 CV, uma velocidade máxima de 280 km/h e 4,2 segundos dos 0-100 km/h.

 

BMW M5 (F90 – 2017)

Com 600 CV, é o M5 mais potente de sempre, criou alguma gordurinha pois chega aos 1855 quilos de peso e passa a ter tração integral (uma estreia). O V8 4.4 litros sobrealimentado tem 750 Nm e chega dos 0-100 km/h em 3,4 segundos. Tudo com um requinte e classe assinaláveis. E para quem não estiver satisfeito, pode sempre adquirir a versão Competition, que oferece 625 CV que levam os 1865 kgs dos 0-100 km/h em 3,3 segundos.

 

É pessoal, vocês que são apaixonados pela marca alemã conheceu um pouco mais da divisão “M”. Em breve falaremos e contaremos a história de outras marcas importantes no mercado automotivo mundial.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *