Fórmula 1 – No Japão, Ferrari admite dificuldades, mas mantém ambição por pódium.
Hamilton vê SF-26 “sem grandes diferenças” e aponta noite de trabalho para aproximar da dupla da Mercedes.
Depois de um início de temporada sólido, a Ferrari parece estar um passo atrás da Mercedes em Suzuka, apesar de manter presença no topo das simulações de classificação e corrida. Lewis Hamilton admitiu que o monoposto “não está massivamente diferente” do que guiou no passado, em termos de distância para a frente, razão pela qual a Scuderia surge “numa posição semelhante à do ano passado”, quando não conseguiu acompanhar o ritmo de McLaren e Red Bull.
O britânico descreveu a sexta-feira como “um dia algo instável”, explicando que o carro esta “dando alguns safanões” e que, por agora, não consegue “igualar os outros”. Ainda assim, mostrou-se confiante na capacidade da equipe para reagir: disse acreditar que a Ferrari pode “encontrar algo durante a noite” para colocar o SF-26 “num lugar melhor” antes da qualificação.
Os números ajudam a sustentar esse otimismo moderado. Apesar das queixas de equilíbrio, a Ferrari terminou o dia como terceira força tanto nas simulações de volta rápida como nas de corrida, confirmando a tendência de um ritmo mais forte em séries longas de voltas, onde consegue igualar a McLaren. Com um carro tradicionalmente eficaz em gestão de pneus e reconhecido pelas boas arrancadas, em Maranello acreditam que, se conseguirem estabilizar o comportamento em curva rápida, a combinação de consistência em corrida e bons arranques manterá a equipa como séria candidata aos pódios no Japão.

