Fórmula 1 – A coisa esta feia em Maranello, inclusive já pensam em trocar Mattia Binotto.

É caros amigos “tifosi”, a coisa não anda bem para nossa equipe de Maranello, e como já era esperado, o lugar de Mattia Binotto começa a ser colocado em cheque, devido aos recentes resultados. E por incrível que possa parecer já existe um nome para o seu lugar.

 

Binotto entrou para o lugar de Maurizio Arrivabene, que contra si tinha o fato de fazer cegamente o que Sergio Marchionne pretendia e uma relação nem sempre positiva com os jornalistas e até com alguns membros da equipe. A sua visão era muito diferente da de Binotto e o choque foi inevitável, levando à saída de Arrivabene. Binotto trouxe um estilo de liderança diferente, menos efusivo, menos agressivo, mais ponderado e calmo. Mas os receios que foram apontados no início de sua gestão se concretizaram. Binotto foi retirado da área mais técnica, onde é realmente mais forte, e passou a gastar muita energia no sempre desgastantes processos políticos da F1, mais nestes meses com os novos regulamentos, o limite orçamental e agora o novo pacto de Concórdia.

 

Todo o foco na questão política retirou Binotto da parte técnica e o resultado esta cada prova mais transparente. Um carro desenhado para um motor com mais potência, mas que neste momento, devido ao acordo feito com a FIA, na famosa questão do motor ilegal, é provavelmente o menos potente do grid. O confinamento não ajudou, mas a Ferrari deveria ter encontrado soluções para aplicar antes da primeira corrida, pois sabia que as unidades motrizes iriam ficar congeladas por dois anos. A Ferrari deveria ter mudado a filosofia do carro pois o aumento do apoio aerodinâmico não poderia acontecer da mesma forma com um motor menos potente. Seriam certamente pontos que Binotto saberia resolver se não estivesse focado na parte política.

Assim o lugar de Binotto fica em cheque e pelos vistos já ha um nome na fila. De acordo com o jornal italiano Corriere della Sera, os chefes da Ferrari, John Elkann e Louis Camilleri, já estão trabalhando numa alternativa, caso a situação piore com o nome de Antonello Coletta, o atual diretor de competições da Ferrari chegou a ser cogitado.

 

A Ferrari não se pode dar ao luxo de perder Binotto e há certamente equipes atentas ao desenrolar da situação. Se Binotto sair da Scuderia, receberá muitas propostas. A Scuderia terá de fazer o que devia ter feito de início… dar poder a Binotto, mas protegê-lo nos confrontos políticos, para os quais talvez não esteja tão preparado. Os próximos resultados serão fundamentais para entender o futuro da scuderia italiana. A Hungria vem a calhar, uma pista em que a falta de potência não se nota tanto. Mas na sequência vem Spa, Silverstone e há duas corridas em casa, em pistas onde a potência é chave. A Ferrari não se pode dar ao luxo de festejar o 1000º GP desta forma.

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