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Avaliação da Semana – Avaliamos o H6 HEV; o SUV híbrido pleno da GWM que a cada mês impressiona o mercado.

Caros amigos da Veloxt, nesta semana apresentamos o nosso teste e avaliação de um dos SUVs com mais sucesso de vendas no mercado brasileiro, um veículo impecável.

 

O GWM Haval H6 HEV2 2027 evoluiu significativamente ao se tornar flex e ganhar atualizações mecânicas importantes. O SUV híbrido pleno (que não depende de recarga na tomada) manteve seu excelente custo-benefício e ficou mais eficiente e rápido.

 

Os principais destaques e resultados dos testes incluem:
  • Desempenho: O conjunto motriz agora entrega 248 cv e 55,4 kgfm de torque (quando abastecido com etanol). A nova transmissão direta de duas marchas melhorou as acelerações, permitindo ir de 0 a 100 km/h em apenas 7,6 segundos (um ganho de 0,3 s em relação à linha anterior).
  • Consumo (Eficiência): Mesmo ficando flex, o modelo ficou até 7,5% mais econômico na cidade e 14% na estrada.
    • Com gasolina: 15,8 km/l (cidade) / 13,0 km/l (estrada).
    • Com etanol: 10,2 km/l (cidade) / 9,0 km/l (estrada)
  • Comportamento Dinâmico: As arrancadas ficaram mais suaves e espertas, pois o motor elétrico sempre assume a tração inicial, eliminando qualquer atraso do motor a combustão.

 

O GWM Haval H6 HEV2 2027 compõe o melhor dos cenários, em minha opinião: motor a combustão e sistema híbrido pleno, ou seja, sem necessidade de recarga. Assim, você tem consumo eficiente e não depende de carregador externo para contar com a plenitude da bateria — que, nesse caso, se recarrega com as desacelerações, frenagens e energia do motor a combustão.

 

O H6 custa R$ 223 mil e tem motor 1.5 turbo quatro-cilindros a gasolina atualizado com elementos do Wey 07, como intercooler a água, bomba de óleo variável e bomba d’água eletrônica. Junto com um motor duplo (gerador e de tração) elétrico, a potência combinada é a mesma de antes, 243 cv, mas com 1 kgfm a mais de torque: 55 kgfm. O câmbio é automatizado de duas marchas com o restante das relações preenchido pelo conjunto elétrico. A bateria tem 1,6 kWh.

Conforto ao dirigir

 

O banco do motorista tem ajustes elétricos de posição; o volante, uma das novidades na linha 2026, tem regulagem manual de altura e de profundidade. Na cidade, a até 30 km/h, o SUV trabalha só com o motor elétrico, com desempenho suave e silencioso. Acima dessa velocidade, o motor a combustão entra em ação e o silêncio a bordo é interrompido por um ruído alto do 1.5 turbo — afinal, é preciso força para mover um carro que pesa 1.699 kg, isso sem falar nos passageiros a bordo e no porta-malas bem cheio. Em ciclo urbano, com o ar-condicionado ligado, o consumo chegou a 14,5 km/l.

 

Quanto à suspensão, a marca substituiu os antigos batentes por outros, mais firmes, na linha 2026, com menos curso que os das anteriores. Em asfalto liso, o novo H6 vai bem e a rolagem da carroceria melhorou, mas o conjunto ainda reflete muito as oscilações do solo e segue menos rígido que o de outros SUVs médios.

 

Como um bom carro chinês, a central multimídia é enorme, com tela de 14,6 polegadas. Na linha 2026 o sistema foi atualizado e basicamente todas as funções e configurações do modelo são feitas por lá. A conexão com Apple CarPlay sem cabo é muito rápida: toda vez que eu ligava o carro, já conectava automaticamente, o que foi muito bom.

Melhor Custo Benefício

 

O Haval H6 HEV2 tem ótimo custo/benefício. Não à toa, foi o líder de vendas entre os carros híbridos plenos e plug-in no Brasil em 2025, com 28.016 emplacamentos, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Além de conforto e espaço, entrega sete airbags, controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem automática de emergência e alerta de ponto cego. E ainda foi um dos protagonistas entre os “reis da autonomia”.

 

Motor e Aceleração

 

A transmissão é a grande responsável pela mudança no comportamento do Haval H6 HEV2. Essa força inicial vem do motor elétrico, que rapidamente recebe o auxílio do 1.5 turbo. Contudo, quando a segunda marcha entra em ação, parece que o SUV ganha um fôlego extra e acelera com ainda mais vigor. Além disso, a transição entre os motores acontece de forma sublime. Já a troca de marcha só é percebida pelo empurrão adicional.

 

O consumo médio também foi melhor que o informado no Inmetro. Curiosamente, o SUV entregou a mesma média na cidade e na estrada: 15,6 km/l de gasolina. No Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, são 14,7 km/l na cidade e 11,4 km/l na estrada. Entretanto, vale dizer que o consumo aferido depende de vários fatores, modo de condução, topografia, carga, entre outros. Com o tanque de 61 litros cheio de combustível, a autonomia fica próxima de 800 km, um número sem dúvida acima da média.

 

O SUV ficou mais linear

 

O número caiu de 78,8 kgfm para 65,5 kgfm. Ainda assim, a GWM repetiu a estratégia adotada no HEV2 e instalou uma nova transmissão direta, agora com quatro marchas. Com isso, o 0 a 100 km/h caiu 0,1 segundo e passou para 4,8 segundos. Além disso, a velocidade máxima subiu para 190 km/h.

 

Na prática, o comportamento continua parecido com o anterior, mas apresenta uma linearidade maior. Assim como no HEV2, ele arranca forte e chega a cantar pneu. Depois que a segunda marcha entra, surge ainda mais força.

 

O que mudou na versão 2026?

 

A GWM foi comedida nesta atualização de meia vida do H6. O SUV ganhou a plástica feita na China, com novos pára-choque, grade frontal e as luzes diurnas de LEDs, que agora descem dos faróis principais na vertical, formando traços contínuos. Ela substituiu os faróis auxiliares e deixou a frente do modelo sutilmente mais moderna. A grade cresceu e ganhou preenchimento com efeito tridimensional, realçando o porte robusto.

 

As dimensões, aliás, foram mantidas: são 4,70 metros de comprimento, 1,73 m de altura, 1,88 m de largura e generosos 2,73 m de distância entre-eixos. Também permanece o ótimo volume de 560 litros no porta-malas, o que deixa o Haval H6 muito acima de concorrentes como Corolla Cross (440 l) e Jeep Compass (410 l). É maior também que o compartimento do VW Taos, um dos maiores da categoria, com 498 l.

 

A GWM trocou o volante, que era um tanto simples e de aro fino. O novo ficou bem melhor. Definitivamente, o antigo destoava do interior e parecia o volante de um carro da década passada. O multimídia também foi atualizado e ganhou a mesma tela maior do modelo chinês, agora com 14,6″, bem mais rápida e fácil de operar, com uma barra fixa no rodapé inferior que simplifica o uso.

 

A GWM também atualizou o console flutuante entre os bancos e reposicionou o carregador de celular por indução. No geral, o H6 2026 melhorou pontos estratégicos e se revela ainda mais moderno que seus muitos concorrentes. O único modelo, digamos, em pé de igualdade com o Haval é o BYD Song Plus. Entretanto, o rival é sempre híbrido PHEV e precisar ser frequentemente recarregado. Os dois são os campeões de vendas entre os híbridos, e não é por acaso.

 

Vale a compra?

O Haval H6 se tornou uma compra segura ao longo dos últimos anos. É um SUV tecnológico e à frente da maioria dos rivais nesse sentido. E isso se reflete nas vendas. O modelo da GWM é atualmente o híbrido mais vendido do Brasil.

 

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