Avaliação da Semana – Andamos no Jeep Compass Trailhawk.

É amigos, essa semana andamos e nos esbaldamos com o Jeep Compass Trailhawk, um fora de série aventureiro. Versão topo de linha do SUV mostra que é para quem tem espírito aventureiro e curte enfrentar trilhas, mantendo a compostura no dia a dia.

A versão topo de linha do Jeep Compass mostra que é um dos poucos SUVs médios que temos no Brasil, movidos a diesel e com tração integral, dispostos e se sujar de lama no final de semana sem perder a compostura de segunda a sexta no asfalto.  Portanto, se você curte off road e puder pagar os sugeridos R$ 151.990 que custa o carro, basta assinar o cheque e ser feliz se aventurando nas trilhas com conforto e estilo.

O Trailkhawk enfrenta obstáculos pelo caminho com uma desenvoltura surpreendente, ajudado pela força do 2.0 Multijet II, turbodiesel, que rende 170 cv e bons 35,7 kgfm de torque a meros 1.750 rpm. É um motor que dá conta do recado, que começou a ser usado em 2009, mas já começa a sentir o peso da idade, uma vez que já existem outros mais eficientes no mercado. Conforme a fabricante, o carro faz razoáveis 9,8 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada, mas o tanque poderia ter um pouco mais que os 60 litros de capacidade para aumentar a autonomia.

Ainda no conjunto mecânico, o câmbio ZF, de 9 marchas, ajuda a economizar na estrada e a manter o interior silencioso durante a viagem, mas em trechos urbanos acaba titubeando em alguns momentos, principalmente nas retomadas. O grande destaque do Compass Trailkawk é o sistema de tração integral distribui automaticamente a força do motor entre os eixos conforme as condições de aderência e que pode funcionar com cinco modos de ajuste diferentes: automático, neve, lama, areia e pedra. Além disso, existe o controle eletrônico de descida e a reduzida, para enfrentar subidas íngremes, entre outras situações em que é preciso despejar o máximo de força nas rodas.

Bom também é que a direção tem assistência elétrica, leve nas manobras e precisa em velocidades mais altas. E que o volante revestido de couro tem boa empunhadura. O único problema é se acostumar com seus 18 botões, inclusive na parte de trás, que controla as principais funções do sistema de som.  Além disso, os freios a disco nas quatro rodas sempre transmitem segurança e ao contrário do que acontece no Compass Sport, o Trailhawk passa por valetas e lombadas na cidade sem esbarrar a parte de baixo do para-choque dianteiro.

Valente

Outro destaque da versão topo de linha do Compass fica por conta da lista de equipamentos de série. Entre outros itens há detector de pontos cegos nos retrovisores, faróis com lâmpadas de xenônio, ganchos para reboque, multimídia com tela de 8,4 polegadas sensível ao toque e com GPS embutido.  Entre os opcionais mais interessantes está o sistema de som de alta-fidelidade da Beats, de 506 watts, com 9 alto-falantes e mais um subwoofer no porta-malas, além do teto solar panorâmico e do pacote com  dispositivos eletrônicos como assistente de mudança de faixa, piloto automático adaptativo. E o espaço interno também agrada por acomodar até cinco adultos em apertos  levar 388 litros de bagagem no porta-malas com boa iluminação e revestido de carpete.

Apesar de suas qualidades, o Compass Traikhawk é mais voltado para quem tem mesmo a intenção de passar por obstáculos na terra, já que custa R$ 17 mil a mais que o Longitide (R$ 134.990) a diesel, que é um pouco mais confortável no asfalto. Entretanto, é o único que pode ter opcionais mais sofisticados, como é o caso do som de alta fidelidade da Beats e os dispositivos eletrônicos ligados à questão da segurança.

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