Avaliação da Semana – Andamos no Jac T50 automático, confortável e seguro.

Caros amigos, esta semana andamos com o sucesso de vendas da montadora chinesa, o Jac T50, com bom conforto e segurança ao dirigir.

A marca chinesa está se recuperando de carona no sucesso do T40 e embalada pelas novas regras do Inovar Auto. Agora que viu que o segmento de SUVs pode ser a luz no fim do túnel, a marca renovou o T5, que passou por profundas mudanças para se chamar T50, avaliado aqui na versão Pack 3, de R$ 87.990.

Apesar de a silhueta permanecer familiar ao T5, o T50 trouxe diversas alterações. A começar pela grade, de novo formato, faróis redesenhados, novo para-choque dianteiro com linhas mais angulosas. Na traseira, o mesmo tratamento. Novas lanternas, um tampão traseiro redesenhado e novo para-choque.

Por dentro, mais mudanças. Segundo a JAC, do painel do antigo T5, sobraram apenas as maçanetas e o acendedor de cigarro. Todo o resto é novo. Assim, o painel e as portas ganharam acabamento macio ao toque e feito de material sintético. O painel de instrumentos também tem novo grafismo, enquanto a porção superior do painel recebe uma nova tela de 8 polegadas para a central multimídia.

Sob o capô, o JAC T50 também traz novidades. Assim como foi feito no T40, a marca aposentou o 1.5 flex em favor de um motor 1.6 16V a gasolina de aspiração natural com duplo comando variável de válvulas. Ele é capaz de entregar 138 cv de potência e 17,1 kgfm de torque.

Dotado apenas de tração dianteira, o novo T50 lança mão de uma nova caixa de transmissão automática de relações continuamente variáveis (CVT). Por meio dela é possível simular trocas de marcha em modo manual, mas não há borboletas atrás do volante. As trocas manuais precisam ser efetuadas pela alavanca.

Dimensões

Apesar de tantas mudanças, as medidas do JAC T50 não se alteraram tanto. O SUV tem 4,34 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,64 m de altura e 2,56 m de entre-eixos. O porta-malas permanece como um dos maiores (literalmente) atributos do modelo, sendo capaz de abrigar até 600 litros de bagagens. Em ordem de marcha, o peso declarado do JAC T50 é de 1.220 kg. O tanque tem capacidade para 42 litros de gasolina.

Equipamentos de série

Pack 2 (R$ 83.990) – Direção com assistência elétrica variável, ar-condicionado automático de uma zona, bancos com acabamento de tecido sintético, trio elétrico, assistente de partida em rampa, controles de estabilidade e tração, sistema de monitoramento da pressão dos pneus, alarme, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, assentos traseiros com Isofix para a fixação de cadeirinhas infantis, chave presencial com partida por botão, rodas de 16 polegadas, tomadas USB (uma na dianteira e outra na traseira) para carregamento de celulares e luzes de neblina dianteiras e traseiras.

Pack 3 (R$ 87.990) – Acrescenta ao Pack 2 câmera frontal, câmera 360º, câmera de ré, rebatimento elétrico dos retrovisores, luzes diurnas de LED, rack no teto, volante revestido de tecido sintético, piloto automático e central multimídia com tela de 8 polegadas com espelhamento da tela de smartphones via Mirror Link (não tem Android Auto ou Apple Car Play).

Como anda?

Logo de cara, foi possível notar que o visual ficou mais agradável aos olhos. A traseira, principalmente, ficou muito bem acertada. O antigo T5 tinha uma questão no visual que era o grande volume do balanço dianteiro (área à frente das rodas dianteiras), que era muito volumoso e os para-choques arredondados ampliavam essa sensação. Agora, com linhas mais angulosas, essa sensação foi suavizada, apesar de o grande balanço dianteiro ainda estar lá.

No entanto, é por dentro que aparece a maior surpresa. O novo painel tem visual acertado e um acabamento sem falhas. Junte-se a isso os materiais macios ao toque no painel e nas portas e o T50 apresenta uma qualidade interna não só em par com seus rivais de “marcas grandes” como melhor que alguns deles.

Em termos de espaço, o T50 peca um pouco por ter um entre-eixos relativamente curto, deixando o espaço para as pernas dos passageiros traseiros apenas justo, sem sobras. No entanto, é por conta desse entre-eixos mais curto que o T50 tem um dos maiores porta-malas da categoria. Nesse caso não era possível ter os dois sem aumentar o carro. Ou se tem entre-eixos maior com mais espaço para os passageiros, ou um porta-malas volumoso.

E andando? O acréscimo de potência é definitivamente bem-vindo, pois o antigo T5 1.5 tinha acelerações, digamos, morosas. Com o 1.6, o T50 não virou um canhão, mas já não é necessário um complexo planejamento de ultrapassagem. Mesmo rodando apenas em circuito urbano, não foi difícil ultrapassar a marca de 13 km/l de consumo médio também, mostrando as vantagens de o motor não ser bicombustível e o acerto para economia da transmissão.

Mas o câmbio não é perfeito. A começar pela ausência de aletas atrás do volante para efetuar as trocas em modo manual, utilizando as seis posições simuladas do CVT, que são acessadas apenas pela alavanca que, aliás, ainda tem um modo “neve” sem muita serventia para o Brasil salvo por ruas extremamente escorregadias. Além disso é notável a hesitação da transmissão no arranque, com perceptíveis soluços. Dependendo do aclive, a central do carro não identifica a rampa como muito inclinada e não deixa os giros subirem o suficiente para arrancar. Por mais de uma vez, o T50 saiu na ladeira “devagar quase parando”, mesmo com 100% de acelerador acionado.

No entanto, dois elementos merecem destaque. O primeiro é o conforto acústico, pois mesmo a 120 km/h percebia-se pouco do ruído do motor e um pequeno assobio vindo dos grandes espelhos laterais. A suspensão, toda nova de acordo com a JAC, se apresentou mais firme e o rolamento da carroceria em mudanças de direção está bem menor, o que aumenta a sensação de segurança. Os bancos também oferecem bom suporte e, somando-se tudo isso, temos um JAC T50 que é ótimo para passar horas na estrada engolindo os quilômetros de rodovia.

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