Avaliação da Semana – Andamos com o Leapmotor C10, um SUV harmonioso, com muita tecnologia embarcada e uma autonomia extraordinária.
Caros amigos e internautas da Veloxtv, é com um imenso prazer que apresentamos nesta semana o nosso teste / avaliação com mais uma novidade no mercado brasileiro o “Leapmotor C10; um veículo SUV elétrico / híbrido, com excelente espaço interno e tecnologia avançada.
O Leapmotor C10 REEV (veículo elétrico de autonomia estendida) destaca-se nos testes de avaliação por entregar a condução suave de um elétrico puro com a versatilidade de abastecimento de um carro a gasolina, eliminando a ansiedade de recarga em viagens.
Desempenho e Dinâmica de Condução
- Tração 100% elétrica: O motor 1.5 a gasolina de 90 cv funciona apenas como gerador. As rodas traseiras são movidas exclusivamente pelo motor elétrico de 215 cv e 32,6 kgfm de torque imediato.
- Comportamento em aceleração: Com a bateria carregada, faz de 0 a 100 km/h em 7,8 a 8,2 segundos. O rodar é extremamente silencioso, confortável e com calibração de suspensão muito bem acertada para as ruas brasileiras.
Consumo e Autonomia Real
Diferente dos números otimistas de laboratório, os testes de longa distância na vida real revelaram dados sólidos:
- Autonomia Elétrica (Modo EV): A bateria de 28,4 kWh garante cerca de 111 km de alcance na cidade sem gastar uma gota de gasolina.
- Autonomia Combinada: Somando a bateria cheia ao tanque de 50 litros de gasolina, o alcance real fica entre 850 km e 900 km em trajetos rodoviários.
- Consumo na Estrada: Em avaliações com o carro carregado e mantendo velocidades de rodovia, as médias reais ficaram na casa de 13,3 km/l a 16 km/l, dependendo do relevo e do modo de condução ativado.
Vamos aos detalhes do carro:
O Leapmotor C10 sempre me chamou a atenção pela aparência, sua imponência e principalmente suas cores, na versão que andamos o SUV era o da cor verde…..simplesmente perfeito…..como um Aston Martin.
Preço
Por menos de R$ 220 mil, essa versão aposta numa ótima relação custo X benefício. E, diferentemente de outros híbridos plug-in, não é impulsionada nunca pelo motor a gasolina (aqui um 1.5 pequeno, com menos de 90 cv). Cumpre esse papel um motor elétrico traseiro, esse sim com suficientes 215 cv de potência e mais de 32 mkgf de força imediata, sem delay ou demora alguma.
A ele soma a rapidez, força e agilidade de qualquer carro elétrico, podendo rodar mais de 150 km como um, com a vantagem indiscutível de ter um tanque de combustível com 50 litros, pra render outros 800 km ou quase isso. O que difere de um híbrido plug-in convencional? Quando a carga da bateria está baixa, por exemplo, o motor a combustão não precisa se “esgoelar” para mover o carro e carregar as baterias ao mesmo tempo. No Leap, o 1.5 é puro gerador, coisa que ele faz muito bem.
Estilo e Design exterior
De linhas limpas e interior moderno, o C10 também pode ter me agradado por parecer mais uma perua do que um SUV. Não tem teto tão alto nem curvado, e suas suspensões, apesar de bem calibradas, não deixam a carroceria tão longe do solo. Em contrapartida, molas e amortecedores encontram seus fins de curso com frequência, especialmente nos pisos esburacados. Nesse sentido, ele pede algum cuidado na condução, e falo também pelo parachoque dianteiro baixo e sujeito a raspar no chão.
O visual do Leapmotor C10 foge da agressividade excessiva comum em SUVs modernos, apostando em linhas mais fluidas e arredondadas. O visual é limpo e transmite uma sensação de modernidade sóbria, o que lhe confere um ar de produto premium e bem resolvido visualmente. Com 4,73 m de comprimento e 1,90 m de largura, o C10 tem porte musculoso, reforçado pelas belas rodas de 20 polegadas.
Na traseira, o conjunto óptico segue a tendência de lanternas unificadas em LED, conferindo uma assinatura visual tecnológica, embora já comum entre os fabricantes chineses. Detalhes como o teto panorâmico fixo e o acabamento em preto brilhante nos retrovisores e barras de teto completam um pacote estético que atrai olhares curiosos por onde passa, sem parecer datado.
A praticidade sofre em nome da estética em alguns pontos, como as maçanetas retráteis que exigem o uso de cartões NFC ou o celular para abertura — algo que pode ser pouco intuitivo para usuários tradicionais. Além disso, a localização oculta do botão de abertura do porta-malas é uma “pegadinha” que exige tempo de adaptação.
Interior e Tecnologia
Por dentro, o minimalismo, até os retrovisores são ajustados eletronicamente, isso é avanço, pra ativar o ar-condicionado, pra ajustar o volume, e nem pra acender os faróis. Ligar e desligar o carro ; tudo automático, através do pé no freio ou da saída do banco do motorista (aí ele desliga). Um cartão presencial, que precisa ficar no console, faz o papel da chave, e as portas só são destravadas ao encostá-lo no retrovisor externo esquerdo.
A tecnologia embarcada é onipresente, com um painel de instrumentos digital compacto e uma central multimídia de 14,6 polegadas que controla praticamente todas as funções do carro. Há mimos como “modos de relaxamento” que reproduzem sons da natureza e luzes ambientes personalizáveis, refletindo o hábito chinês de utilizar o veículo como um refúgio pessoal para descanso.
O interior é, sem dúvida, um dos maiores trunfos do C10, oferecendo um entre-eixos de 2,82 metros. O acabamento surpreende pelo uso de materiais “soft touch” que fogem da rigidez plástica encontrada em alguns rivais da mesma faixa de preço.
Quando cheio, o Leapmotor roda mais assentado e no chão, o conjunto, totalmente independente, mostrou-se incrivelmente bem acertado para nosso piso: é suave, silencioso, se vira bem nos pisos lunares e ainda deixa o carro na mão, seja em curvas rápidas ou desvios bruscos de trajetória. Conforto é a palavra de ordem, com calibração bem macia da mecânica, em que pese os pneus de perfil não tão alto, calçando lindíssimas rodas aro 20.
Para fazer uma viagem com quatro pessoas e bastante bagagem. Todos muito bem ajeitados no interior espaçoso do C10, aproveitando portas grandes, janelas amplas, assoalho totalmente plano e várias mordomias, como luzes de leitura individuais, apoio de braço, saídas de ar traseiras, luzes ambientes em LED por todo o interior e várias portas USB. No porta-malas, 435 litros e folga para as malas.
Sua direção elétrica é macia e bem desmultiplicada, fazendo com que o volante gire várias vezes de batente a batente. Em altas velocidades, tem peso correto, e trabalha bem como as suspensões, com molas e amortecedores na missão de manter o C10 na trajetória: zero problemas com ondulações de pista ou estabilidade direcional em altas velocidades com ele. Seja mérito da engenharia chinesa ou de aprimoramentos feitos pelo time nacional da Stellantis, esse Leapmotor está bem ajustado.
A central multimídia é perfeita para quem gosta de conectividade e informações instantâneas, o painel de instrumentos digital, todo computador de bordo encontra-se na multimídia.
O C10 traz ainda ar-condicionado digital, carregamento de celular por indução, roteador Wi-Fi e um sistema de som com diversas equalizações.
Equipamentos
O pacote de equipamentos é generoso, trazendo um sistema ADAS (assistência ao condutor) de nível avançado que inclui câmeras 360 graus de altíssima definição, reconhecimento facial para monitorar a atenção do motorista e sete airbags. Traz ainda alertas de colisão, de ponto cego e de tráfego cruzado, monitoramento de pressão dos pneus, assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência, reconhecimento de placas de trânsito, entre outros itens.
A central multimídia é o coração do veículo, processando informações de forma fluida, mas sua interface é alvo de críticas por ser excessivamente complexa. Muitas funções simples, como o ajuste do facho dos faróis.
O Motor
Bingo! Economia. Outra diretriz do C10 REEV, que pode chegar, sem muita dificuldade, a 150 km de autonomia elétrica na estrada, beirando os 200 na cidade. Ou seja: é possível rodar por uma semana inteira, dependendo do seu trajeto, sem queimar gasolina. Agradeça as baterias com mais de 28 kWh de capacidade, que não demoram para recuperar a carga, seja com o carro em movimento (trabalho do 1.5 gerador) ou parado (aceita fontes de até 65 kWh na tomada).
Já imaginava um carro bem silencioso. E, de fato, ele é: a grossura dos vidros das janelas, a espessura da manta acústica sob o capô, ou mesmo o peso das portas, já dizem muito. Tudo trabalha extremamente quieto, inclusive o motor a combustão, que, em poucas ocasiões, elevou sua rotação a ponto de ser escutado pelos ocupantes.
Uma conclusão Final
O C10, nessa versão REEV, junta vários bons argumentos: tem a estrutura da Stellantis por trás, um design agradável e harmonioso, cabine espaçosa e ergonômica, bastante conforto e silêncio a bordo, e uma lista de equipamentos chamativa, com direito a sistema de som poderoso, inúmeros sistemas de segurança, bancos com ajustes elétricos e memória, comandos de voz, internet a bordo, ar-condicionado potente, enorme teto-solar, luzes ambientes em LED, telas grandes e por aí vai. Se você maneirar o pé, ainda te entrega mais de 1.000 km de autonomia combinada.
Considerei um ponto a favor o bom acabamento e os bancos dianteiros, elétricos e com ventilação. Mas eles estavam excelentes até eu cansar um pouco e sentir falta do ajuste de inclinação.










