Diogo Pachenki espera receber no pódio da F-Truck notícia do nascimento do filho.

Piloto paranaense disputa o GP Petrobras em Interlagos no dia previsto para o nascimento de seu primogênito em Cascavel.

 

Depois de voltar ao pódio com o quinto lugar na etapa de abril na pista de Curitiba (PR), Diogo Pachenki atestou a condição técnica de sua equipe, a Copacol Clay Truck Racing, para se firmar no grupo dos cinco primeiros no Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck. É com essa perspectiva que o piloto paranaense se prepara para o GP Petrobras, terceira corrida da temporada, em São Paulo (SP). A prova em Interlagos será disputada neste domingo (18).

O traçado do Autódromo José Carlos Pace, palco do GP Petrobras, é um dos favoritos de Pachenki. “É a pista onde conquistei o maior número de vitórias da minha carreira, acho possível manter a média. A ideia é trabalhar para estar sempre por ali, entre os cinco”, aposta. “Em Curitiba o motor do meu caminhão quebrou nos treinos e o reserva, que usei na corrida, não era tão forte. Agora, com o motor titular, vamos estar ainda mais competitivos”.

Pachenki vive expectativa dupla para a semana da prova em Interlagos, que valerá também como segunda etapa do Campeonato Sul-Americano. “Só não vou para a pista com o telefone na mão porque é impossível”, brinca, sobre a previsão de que Bernardo, seu filho, nasça em Cascavel (PR), sua cidade, no dia da corrida. “A notícia pode chegar a qualquer momento. Quem sabe eu esteja no pódio em Interlagos quando meu filho nascer. Seria fantástico”.

João Marcos Maistro, companheiro de equipe de Pachenki, também trabalha com a expectativa de pódio em São Paulo. “A equipe trabalhou duro para deixar meu caminhão e o do Diogo em condições de andar na frente. Já mostramos que é possível, o Diogo esteve entre os cinco primeiros nas duas primeiras corridas. Andei no grupo dos dez, mas problemas mecânicos me tiraram posições em Caruaru e tive um abandono em Curitiba”.

Foi em Interlagos que Maistro foi ao pódio pela primeira vez na F-Truck, com o quinto lugar na etapa de 2005, em sua terceira corrida na categoria. “É a décima vez que corro lá, repetir a dose seria ideal. E vamos lá com o trabalho bem encaminhado. O foco foi trabalhar na resistência, a pista exige demais do conjunto todo. Quem conseguir administrar melhor o desgaste e a temperatura vai ter um caminhão muito competitivo no último quarto da corrida”.

O paranaense Fabiano Brito e a paulista Michelle de Jesus, ambos da ABF Motorsport, completam a lista dos que pilotam caminhões Volvo. Será a segunda corrida da piloto de Jundiaí. “São Paulo é uma vitrine para a categoria, os patrocinadores, todos que de alguma maneira participam da F-Truck. É uma etapa muito esperada e importante do nosso calendário, espero fazer uma boa prova e ganhar mais experiência com o meu ‘Baby Truck’”, ela diz.

Michelle não chegou ao fim de sua corrida de estreia, em Curitiba. “Um objetivo, que era virar o mesmo tempo de volta dos pilotos do pelotão do meio, eu consegui alcançar. Apesar de não ter concluído a prova, fiquei satisfeita com meu ritmo durante a corrida e vejo possibilidades de evolução na etapa de Interlagos”, pondera. “Estou me preparando com treinos de kart e de CrossFit, suando muito a camisa fora das pistas para suar menos dentro do caminhão”.

A expectativa de Brito é de terminar entre os dez primeiros. “Infelizmente não tive a oportunidade de treinar, mas mesmo assim estou confiante, a minha expectativa é de ficar entre os dez primeiros, e um bom resultado em Interlagos faz diferença. A corrida em São Paulo é a mais importante do campeonato, porque é realizada no autódromo onde acontecem as corridas das melhores e principais categorias do automobilismo”, considera o paranaense.

Brito chama atenção ainda para o contexto comercial implícito na etapa deste domingo. “São Paulo é a cidade onde estão concentradas as maiores empresas e indústrias do mercado brasileiro voltado a caminhões, sendo que a participação dessas empresas na Fórmula Truck é de fundamental importância. Sem elas não teríamos condições para desenvolver nada”, diz o piloto, que voltou a competir na categoria em 2014 depois de três anos de ausência.

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