No principal evento do ano, Driver Cup reúne superesportivos em pista da Embraer.

Driver 3000, prova de aceleração em linha reta na maior pista de pousos e decolagens do Brasil, reuniu alguns dos veículos mais desejados do mundo em um verdadeiro Salão do Automóvel a céu aberto.

A sétima edição da prova de aceleração em linha reta mais esperada do ano reuniu alguns dos superesportivos mais desejados do mundo na pista de pousos e decolagens da Embraer em Gavião Peixoto, na região de Araraquara – a 300 km de São Paulo. Com a marca de 360,516 km/h, o Nissan GT-R de José Ruette Filho foi o mais rápido da 3ª etapa da Driver Cup, disputada entre 11h30 e 14h30, e coroou o empenho do piloto paulista na preparação de seu carro para a divisão P1, a mais rápida da competição. A Driver 3000 permitiu aos demais competidores a aceleração com segurança a velocidades que variaram de 240 a 345 km/h, dependendo da categoria e do nível de preparação dos carros. Logo após a premiação, às 15h30 a pista foi aberta novamente – sem valer pontos pela Driver Cup – e Luiz R., a bordo de um Ford Mustang Shelby GT500, registrou incríveis 361,807 km/h.

“Quando criamos a Driver Cup, não imaginávamos que o nosso evento chegaria ao estágio atual de desenvolvimento dos carros. Damos condições para que os proprietários de superesportivos possam acelerar com segurança, e criamos categorias dentro do mesmo evento para quem quer ir além. Com isso, fomentamos um novo mercado, que é o de preparação destes veículos que já são especiais desde a sua concepção. Com este formato, tornamos o evento interessante e competitivo para todos os participantes”, comentou Décio Rodrigues, idealizador e um dos promotores da tradicional etapa da Driver Cup disputada no interior paulista.

A divisão Performance 1 (P1), não por acaso, foi a mais rápida do dia na Driver Cup e registrou velocidades que variaram de 342,183 a 360,516 km/h. Nela os competidores investem pesado e levam para a pista veículos com mais de mil cavalos de potência. José Ruette Filho usa seu Nissan GT-R, por exemplo, para a disputa de provas semelhantes em outros países da América do Sul, como Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile.

“Escolhemos o Nissan pelo potencial do carro e pelo fato de ser um modelo relativamente novo e pouco trabalhado no Brasil. Temos cerca de 45 unidades como esta competindo no país e o potencial tem se mostrado enorme. Temos uma equipe composta por nove pessoas, um engenheiro norte-americano que conhece muito sobre carros japoneses e estamos fazendo muitas parcerias técnicas para continuar sempre buscando os melhores tempos”, declarou Ruette.

Apesar da divisão mais rápida da Driver 3000 exigir um trabalho de longo prazo no desenvolvimento de supercarros como o Nissan GT-R, nas categorias de base da Driver Cup, o uso de turbocompressores, cilindros de óxido nitroso, novos escapes e filtros de ar é suficiente para a busca das melhores marcas. “Preparamos os carros sempre pensando na melhor solução para cada categoria. E felizmente estamos sempre entre os primeiros nas divisões de alta performance, onde os carros atingem mais de 300km/h”, disse Renato Dell’Oso, da Rocket Garage, oficina especializada em carros norte-americanos e alemães.

A parceria de seis anos com a Embraer – que gerou sete edições das provas da Driver Cup no complexo de Gavião Peixoto – é comemorada, também, pela empresa de aviação. Ao abrir as portas de uma de suas unidades para um selecionado grupo de potenciais clientes, a empresa também aposta no marketing de relacionamento gerado pela Driver Cup.

“Esta é uma parceria que tem dado muito certo. O público da Driver Cup é consumidor de produtos sofisticados e de alta tecnologia, como os nossos jatos executivos, e isso gera uma exposição muito positiva para a Embraer. Aqui somos apaixonados por aviões, e os pilotos, em geral, são apaixonados por carros. Quem gosta de uma destas máquinas costuma gostar, também, da outra, por isso há uma relação muito positiva da empresa com este evento”, comentou Breno Corrêa, Diretor de Vendas e Marketing da Embraer Executive Jets para a América Latina.

Alemães na frente – Reunindo mais de 100 carros divididos em 15 categorias de diferentes níveis de preparação e performance, a Driver 3000 coroou os modelos produzidos na Alemanha. Em nove categorias, os carros dessa nacionalidade foram os mais rápidos, sendo a BMW e a Porsche as maiores vencedoras com três medalhas de ouro cada. A BMW venceu com os modelos 335i Sport, M3 E46 e M6 E63) e a Porsche conquistou o primeiro lugar em três categorias com os modelos 997 Turbo, Cayman S e 996 Turbo. A Mercedes ficou na terceira posição entre os carros alemães. A marca de Stuttgart levou dois ouros com os modelos C63 AMG sedã e C 63 Black Series. A Audi completou o time com uma vitória do S3.

Entre os carros italianos, a Maserati levou a melhor em duas categorias, com os modelos 3200 GT e Granturismo. A Ferrari mais veloz foi a F12 Berlinetta, que terminou o dia com um primeiro lugar. Já a tradição norte-americana em provas de aceleração foi mantida por duas conquistas individuais da Ford (Mustang Shelby GT500) e da Chevrolet (Corvette C6).

Ponto alto da temporada – Seja para os novatos, seja para os mais experientes, a Driver 3000 é o evento mais esperado do ano entre os pilotos que se dedicam a provas de aceleração em reta. “A característica desta prova nos permite extrair o máximo do potencial do carro em uma condição que não seria possível em outros locais”, disse o campeão da Classe Turismo da Driver Cup em 2013 e vencedor da prova em Gavião Peixoto neste ano, Fernando Leão. Ele pilotou um Mercedes C63 AMG na categoria T1 e estabeleceu 297,091 km/h de velocidade máxima.

“O evento é incrível. É muito gostoso poder acelerar um carro a esta velocidade e com toda a segurança. Atingi a maior velocidade da minha vida e é muita adrenalina. Esta é minha primeira participação em Gavião Peixoto e adorei”, disse o proprietário da única Ferrari F12 Berlinetta inscrita para a competição, que registrou 324,234 km/h na prova e melhorou sua marca ao final do dia, no período de pista livre, com 328,069 km/h.

Pierre Ehar, que levou seu BMW M6 E63 a 312,468 km/h na pista de Gavião Peixoto, revelou que está a seis meses trabalhando na preparação do modelo alemão para a Driver 3000. “Este é o evento mais esperado do ano. É aqui que conseguimos extrair as maiores velocidades dos carros e, por isso, ele é tão especial”, comentou o medalhista de ouro entre competidores da S2.

Ênfase na segurança – Os promotores da Driver Cup comemoraram não apenas o sucesso da edição de 2014 da etapa de Gavião Peixoto, mas também a ênfase dada pela competição à segurança.

“Para nós, é motivo de satisfação e orgulho a presença de mais de 100 carros neste evento. Durante estes seis anos e sete edições, temos o apoio da Embraer e, como de costume, nos posicionamos fortemente contra as altas velocidades nas estradas. Conseguimos criar um evento que já se tornou tradicional e que, de uma forma direta, incentiva os apaixonados por carros a desenvolver grandes velocidades apenas de forma segura, em locais fechados. Nossa maior preocupação é sempre a segurança, frisou Décio Rodrigues.

A característica única da etapa na pista da Embraer – que com seus cerca de 5 km de extensão é a quinta maior área para pousos e decolagens do mundo – faz com que a maioria dos participantes já tenha começado a planejar a disputa da próxima etapa.

“Este é nosso evento mais esperado e, falando com alguns competidores, confirmei que muitos já estão se preparando para a próxima etapa. Isso é um motivo de muita satisfação para nós, porque temos a certeza de que o evento está constantemente atingindo, ou mesmo superando, as expectativas dos nossos convidados”, acrescentou Dennis Rolim, também promotor do evento.

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