Motovelocidade – ICGP – Bob Keller é vice-campeão da categoria 350.

A temporada 2020 do ICGP (International Classic Grand Prix) chegou ao fim com a disputa da rodada dupla no histórico autódromo de Rijeka (Grobnik), na Croácia, palco do GP da Iugoslávia até 1990. Em seu retorno à categoria 350 cm³, a mais potente da competição, o brasileiro Bob Keller (BSR-Yamaha TZ) ficou com o vice-campeonato, obtendo três segundos lugares e um terceiro nas quatro etapas disputadas. O campeão foi o francês Jean-Paul Lecointe (Yamaha TZ), ex-participante de GPs do Campeonato Mundial de Motovelocidade e que chegou a seu quinto título no ICGP de maneira invicta.

Bob Keller terminou a primeira prova do fim de semana em segundo lugar – foi a estreia da pintura da moto com as cores de seu patrocinador, a VidaClass. Keller viu de longe o tombo que eliminou o francês Renaud Binoche, até então segundo colocado. O acidente aconteceu no fim da reta e foi provocado pelo travamento do pistão da Kawasaki KR de Binoche. Naquele momento, a moto estava em quinta marcha e a plena velocidade. Binoche escapou sem ferimentos, mas não pôde alinhar na segunda corrida. Com o abandono de Binoche, o pódio da categoria 350 foi completado pelo chileno Jorge Herrera (Yamaha TZ). Piloto de carreira recente no ICGP, Herrera é um veterano com participações em provas latino-americanas de motocross nas décadas de 1970 e 1980. Uma delas aconteceu no fim da década de 1970 na pista de motocross existente até 1990 na parte interna da Curva do Sol do autódromo de Interlagos; Herrera terminou em quarto lugar.

Na segunda corrida, Bob Keller terminou em terceiro depois de um bonito duelo com Herrera. “O Jorge ficou na minha frente nas primeiras voltas e pensei em não forçar, porque o quarto lugar já me daria o vice-campeonato. Mas depois resolvi ir para cima e tentar ganhar a posição. Ele acabou cometendo um pequeno erro e passei”, conta. Lecointe, mais uma vez vencedor, desta vez teve como mais próximo adversário o britânico Peter Howarth (Yamaha TZ).

Satisfeito, Keller só lamenta que a pandemia do novo coronavirus tenha encurtado a temporada. A etapa de abertura aconteceu em Valencia, na Espanha, no começo de março, e depois somente a de Rijeka pôde ser realizada. “Fiquei muito contente por poder voltar a pilotar. Depois de tanto tempo parado, deu uma sensação de liberdade muito grande, um prazer enorme. E mais ainda por voltar à 350 depois de tantos anos e conseguir bons resultados. Agora é torcer para que em 2021 essa situação de pandemia esteja pelo menos amenizada”, finaliza o brasileiro.

 

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