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Mercado Internacional – Volkswagen revelou novo símbolo como parte da reinvenção da marca.

A companhia está a mudar e a mudança é tão profunda que chega até ao novo símbolo da marca.

Ao mesmo tempo que foi revelado o novo logótipo da Volkswagen no Salão de Frankfurt, o top do edifício sede da marca em Wolfsburg recebeu, também, o novo símbolo que esteve lado a lado com o novo ID3, também ele mostrado em Frankfurt.

O Dieselgate de 2015 – que mostrou como o grupo VW adulterava de forma fraudulenta os resultados das medições de emissões – lançou estilhaços para todo o lado e funcionou como um cinzel que esculpiu uma nova Volkswagen. Mais digital, mais futurista, orientado rumo á mobilidade elétrica, a nova Volkswagen tem, agora, um novo logótipo.

Fruto de um trabalho longo, o novo símbolo é bidimensional para funcionar melhor em ambiente digital, com linhas mais finas. Manteve o essencial, ou seja, o arco e as letras V e W, mas agora com as letras a não se tocarem e o W a não tocar na face do arco. O símbolo pode agora receber cores e, por exemplo, nos modelos GTI pode ser vermelho.

Para utilizar nos anúncios de televisão, há agora uma linha flutuante e uma voz feminina que fará o “sound bite” com um logótipo sonoro. A fonte também é nova, mais alongada.

Esta mudança vai obrigar, segundo Klaus Bischoff, diretor de estilo da VW, a mudar cerca de 70 mil logótipos em mais de 10 mil espaços de venda em 154 paises.

 

A nova imagem chama-se “New Volkswagen” e oferece mais novidades que apenas um símbolo. Para Ralf Brandstatter, COO da VW, é um momento charneira tão significativo como o lançamento de um carro novo. Durante o lançamento, Jurgen Stackmann, responsável pelas vendas da VW, referiu que “a marca está a passar por uma mudança fundamental rumo ao futuro da neutralidade de emissões para todos. Agora é o tempo certo para mostrar uma nova atitude para a nossa marca visível ao mundo exterior.”

As raízes desta “New Volkswagen” vão até uma reunião do conselho de administração imediatamente depois da nomeação de Herbert Diess para CEO da marca. Nessa reunião, a VW olhou para lá do Dieslegate, para a redução do lucro operacional de alguns modelos e as normas europeias de emissões (limite de 95 gr/km de CO2) e as lutas em determinados mercados para conseguir aumentar as vendas, tal como sucede nos EUA. O resultado foi o programa “Transform 2025+” segundo o qual alguns modelos seriam descontinuados e o foco estaria no aumento da gama SUV. Foi nessa reunião que Diess aprovou o desenvolvimento da plataforma MEB para reforçar o empenho no esforço elétrico da marca, aprovando, também, colossais investimentos na área digital e dos serviços. Para lá destas decisões, esta reunião ditou o “spin off” do grupo da divisão de componentes e a análise da gama e por onde poderia ser simplificada. A ideia era reduzir o número de peças, reduzir a gama global em 50% e variantes de motor e caixa em 40%. Algo que já deu efeitos: a VW libertava uma margem operacional de 1,8% em 2015; no final do primeiro semestre de 2019, esse lucro operacional subiu para 5,2%.

Além disso, foi introduzida uma nova cultura empresarial, com uma atitude mais aberta apoiada por um novo programa de integridade pensado para rechaçar possibilidade de repetição do Dieselgate. E começou no topo com os executivos a serem mais abertos e comunicativos.

A primeira fase do plano está quase completada e tinha como missão reparar a Volkswagen depois das ondas de choque do Dieselgate, segue-se a segunda fase com grande aposta na eletrificação, com a VW a querer a liderança com a venda de 15 milhões de veículos (com 20 modelos diferentes) feitos com base na plataforma MEB, tendo a VW o desejo de vender um milhão de modelos elétricos por ano em 2025.

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