Honda, Jeep e Mazda lançam SUVs menores para seduzir a geração Y

A Honda Motor Co., a Fiat Chrysler Automobiles NV e a Mazda Motor Corp. lançaram veículos de entrada menores para o mercado de SUVs, que está em franca expansão, nesta semana no Salão do Automóvel de Los Angeles, em um momento em que o setor busca compradores mais jovens.

 

O novo HR-V da Honda, baseado no subcompacto Fit, expande a linha de light-trucks da marca e é uma alternativa menor ao popular CR-V. A Fiat exibiu o 500X, um veículo que está um degrau acima em termos de espaço dentro da linha da marca italiana, pela primeira vez na América do Norte, e a Mazda estreou seu CX-3.

Os SUVs e crossovers compactos cresceram e atingiram 11 por cento do mercado de carros novos nos EUA, contra 7 por cento em 2007, segundo a Kelley Blue Book. Agora está surgindo um grupo de modelos ainda menores. Os veículos exibidos nesta semana se unem ao Buick Encore, da General Motors Co., e ao Juke, da Nissan Motor Co., que venderam, cada um, 75.000 unidades nos EUA neste ano até outubro. E a Toyota Motor Corp. indicou que também se juntará ao grupo. Pelo menos um analista disse que a Honda poderá conquistar a maior parte dos clientes.

“O segmento de crossover subcompacto está prestes a explodir e ninguém se surpreenderá se o modelo de entrada da Honda se tornar um dos que mais vendem nessa classe”, disse Akshay Anand, analista da KBB. “Muita coisa tem sido dita a respeito do segmento dos subcompactos, mas se o Accord, o Civic e o CR-V servem de indicativo, o HR-V deverá se sair muito bem”.

Compradores de carros

É provável que os SUVs subcompactos, em grande parte, roubem compradores dos carros compactos, disse Alec Gutierrez, analista do KBB.com, em entrevista. O HR-V, por exemplo, tem maior probabilidade de atrair clientes do Civic ou do Fit — pessoas em busca de um pouco mais de espaço para armazenamento — do que o CR-V, que é maior, disse ele.

“Os preços da gasolina estão contribuindo para a demanda, mas eu acredito que você está vendo os consumidores migrarem mais em direção à compra baseada no desejo do que na necessidade”, disse ele. “Isso mostra que a confiança do consumidor está em alta e que as pessoas se sentem mais confortáveis em relação a onde estão”.

A Fiat, marca italiana conhecida por seu pequeno 500, está oferecendo o 500X, maior e mais musculoso, para competir com o Juke e com o Soul, da Kia Motor Corp. Com quatro portas e assentos traseiros mais espaçosos que os do 500, o crossover é um Fiat sob medida para o mercado americano, disse Olivier François, chefe da marca, ontem em uma coletiva de imprensa no salão do automóvel.

“Essa é a nossa resposta para o mercado americano”, disse François. “É isso o que acontece quando os italianos atravessam”, completou, fazendo um jogo de palavras em inglês com o termo “cross over”, referindo-se a cruzar o oceano para chegar aos EUA.

O 500X é mecanicamente semelhante ao Jeep Renegade, que foi exibido no início do ano nos salões do automóvel de Genebra e de Nova York. Ambos são construídos na mesma fábrica, no sul da Itália, e compartilham cerca de 40 por cento de suas peças.

‘Jovens da cidade’

A Mazda disse que seu CX-3, que se junta ao CX-5 e ao CX-9, combina o design, o acondicionamento e a direção ágil que atrai os “jovens da cidade”.

Mudanças de estilo de vida estão impulsionando a evolução do mercado crossover, disse Jim Lentz, que administra a região América do Norte na Toyota Motor Corp., em entrevista, nesta semana.

“Os integrantes da geração Y estão realizando mudanças em seu estilo de vida”, disse ele. “Eles estão ficando mais velhos, estão conseguindo empregos que pagam melhor, estão iniciando famílias e começando a deixar de lado os sedãs pequenos. Eles sempre quiseram novos veículos com mais versatilidade e os SUVs pequenos podem ter ficado um pouco grandes”.

A Toyota não possui um modelo de entrada no segmento, mas está acompanhando tudo de perto, disse ele.

“Este obviamente é um segmento no qual temos que estar”, disse Lentz. “Adoraríamos ser os primeiros do mercado, mas eu acho que ainda não perdemos esse trem”.

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