Fórmula 1 – Na base da sorte Lewis Hamilton vence na Rússia.

Lewis Hamilton (Mercedes W10 EQ Power+) venceu o GP da Rússia de Fórmula 1, numa corrida em que os homens da Brackley tiveram muita sorte. Esta é a quarta vez que Hamilton vence em Sochi, levando a Mercedes ao retorno das vitórias, o que já não sucedida desde o GP da Hungria, no início de agosto. Esta é também a 82ª vitória de Hamilton na F1, a sua margem no campeonato sobre Bottas sobe para 72 pontos.

 

Com a Ferrari dominando a primeira metade da corrida, Sebastian Vettel (Ferrari SF90) ficou pelo caminho depois da sua parada nos boxes, o que levou a um Safety Car virtual. Tendo em conta que os Mercedes ainda não tinham ido às boxes para a sua troca de pneus, o fato dos pilotos em pista estarem rodando mais lentamente, permitiu que os Mercedes pudessem ir às boxes e surgir ambos na frente da corrida, o que realmente aconteceu.

 

Desde aí, e com Hamilton na frente, Valtteri Bottas (Mercedes W10 EQ Power+) foi um perfeito escudeiro do seu chefe de equipe, protegeu-o, e protegeu-se, ao manter Charles Leclerc (Ferrari SF90) atrás de si, com o homem da Ferrari a não conseguindo passar o finlandês até ao final da corrida. Bottas ajudou para mais uma dobradinha da Mercedes, a última fora em Silverstone.

Entre os dois pilotos da Ferrari, houve hoje um pequeno ‘entreveiro’ que ainda vai ser discutido. Segundo o que Leclerc disse no final, era suposto ajudar para que os dois Ferrari chegassem junto ao final da primeira longa zona rápida, junto, com um rebocando o outro, isso aconteceu, mas não na ordem inicialmente pensada, porque Vettel depressa passou Leclerc após a largada. Um caso que irá ser discutido posteriormente, quando houver mais detalhes. Vettel não reduziu seu rendimento, conforme lhe pediu a equipe depois, e recusou-se a deixar o seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, voltar à liderança, o que só aconteceu depois da parada de ambos nos boxes. Ironicamente, Vettel desistiu logo em seguida… oferecendo a vitória à Mercedes. Inadvertidamente, claro.

 

Max Verstappen (Red Bull RB15/Honda) largou de nono, recuperou até ao quarto lugar, mais do que esperaria. Mesmo tendo-se colado ao pelotão da frente em virtude do Safety Car virtual decorrente do abandono de Vettel, a verdade é que o homem da Red Bull não conseguiu se manter na luta, terminando em quarto. Alexander Albon (Red Bull RB15/Honda) conseguiu passar Sainz perto do fim da corrida e garantiu o quinto lugar, depois de uma corrida de recuperação, o que é normal para quem guia uma Red Bull. Esta fazendo um bom trabalho, entrecortado por algumas ‘dores de crescimento’.

 

Carlos Sainz (McLaren MCL34/Renault) foi novamente o melhor dos ‘outros’ deu mais um ‘triunfo’ no 2º pelotão à McLaren, numa corrida em que a Renault não fez melhor que 10º. Sétimo classificado foi Sergio Perez (Racing Point RP19/Mercedes), que terminou na frente de Kevin Magnussen (Haas VF-19/Ferrari), outro dos pilotos que fez uma grande recuperação.

 

Lando Norris (McLaren MCL34/Renault) foi nono na frente do melhor dos Renault, Nico Hulkenberg (Renault RS19), com a equipe de Enstone tendo aqui um mau Grande Prêmio para as suas aspirações. Daniel Ricciardo (Renault RS19) desistiu cedo depois deu um toque na fase inicial da corrida.

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