Fórmula 1 – Mais equilíbrio no meio da tabela.

Caros amigos internautas, tivemos essa semana a primeira rodada de testes para a temporada 2019 da Fórmula 1. Como tivemos e transmitimos tudo ao vivo, analisaremos como terminaram a semana as equipes médias e o meio da tabela.

O “campeonato B” foi um dos destaques do ano passado. Se por um lado este designação mostra bem a diferença de andamento da maioria das equipes para o top3, por outro lado deu uma luta interessante entre as equipes do meio da tabela.

Para este ano, infelizmente, parece que o cenário deverá manter-se, no entanto as distâncias entre os três primeiros e os restantes deverão ser mais curtas.

Nossa análise minuciosa

Das equipes do meio da tabela apenas uma parece realmente longe de poder ameaçar o quinto lugar… a Williams. A equipe começou da pior forma, faltando aos dois primeiros dias de testes. Vários problemas na construção do carro provocaram atrasos na chegada do carro a Barcelona e a equipe perdeu assim tempo valioso para testar e afinar o carro. É claramente a equipe que começa da pior forma e a palavra crise continua a ser usada. Paddy Lowe está no centro da atenções e a equipe terá de trabalhar muito para conseguir apanhar os restantes adversários. Em pista o carro parece ainda pouco estável e os números são pouco animadores, como era de esperar. George Russell e Robert Kubica foram os mais lentos e a Williams apenas conseguiu fazer 88 voltas.

Toro Rosso e Alfa Romeo surpreendem

A STR e a Alfa Romeo foram os destaques positivos desta semana. A Toro Rosso liderou a tabela de tempos do terceiro dia com Daniil Kvyat sendo o mais rápido na quarta feira e mesmo Alex Albon deu boa conta de suas voltas, apesar de alguns erros normais para um estreante. Albon (1:17.637) e Kvyat (1:17.704) ficaram com o segundo e terceiro melhor registro, respectivamente, sempre com os pneus mais macios. O carro mostrou um bom andamento e a unidade motriz da Honda esteve confiável, rodando sem qualquer problema. A STR fez 482 voltas, com Albon dando mais voltas, também com mais necessidade de ganhar experiência.

A Alfa Romeo surpreendeu pela positiva. Um carro com pormenores interessantes, especialmente na asa dianteira e com uma dupla de pilotos que não teve problemas. A equipe parece ser aquela que mais evoluiu este ano, tal como aconteceu em 2018 e Kimi Raikkonen ficou com o quarto melhor tempo (1:17.762) com o composto C5. Antonio Giovinazzi ficou com 11º registro (1:18.511), mas a Alfa conseguiu ser a terceira equipe com mais voltas dadas (507). Um início muito positivo.

Racing Point discreta, Haas com preocupações

Para a Racing Point foi uma semana com números modestos. A equipe fez 248 voltas ficando apenas à frente da Williams. Lance Stroll e Sergio Pérez ficaram na segunda metade na tabela dos melhores tempos e pode-se dizer que a RP foi uma das desilusões, apesar de ser normal a equipe não aparecer as vistas nos testes. A estrutura técnica já esta olhando mais à frente e Melbourne deverá ver um carro diferente, com melhorias e a equipe já planeja até melhorias para Barcelona. Com mais desafogo financeiro, a equipa pode agora planejar e executar com ainda mais qualidade. A primeira amostra é pálida, mas o melhor deve estar para vir.

A Haas teve um fim de semana negativo, com várias paradas em pista devido a problemas elétricos. Romain Grosjean fez um tempo interessante com os pneus C3, que lhe valeu 13º melhor registro (1:18.563) mas tirando isso a equipe mostrou pouco, com 383 voltas. Kevin Magnussen e Pietro Fittipaldi foram os outros pilotos ao serviço da equipe, que apresentou um carro algo conservador. É das equipes do meio da tabela, aquela que parece ter ficado para trás.

Renault e McLaren com bons desenvolvimentos

A Renault encara 2019 como o primeiro ano da segunda fase do seu projeto na F1. Após três temporadas de desenvolvimento e melhoria nas instalações e no staff, a equipe quer agora se aproximar do topo. Foi no entanto uma semana de sensações mistas. O motor está melhor e embora não tenha as últimas evoluções, já mostrou mais potência. Do lado do chassis Nico Hulkenberg queixou de alguma instabilidade no eixo traseiro. A equipe fez 433 voltas e foi mesmo Hulkenberg que ficou com o melhor tempo do fim de semana (1:17.393). Daniel Ricciardo ficou com o quinto tempo e embora as primeiras indicações sejam positivas, há ainda muito trabalho para atingir os objetivos propostos.

Do lado da McLaren finalmente tivemos uma semana de testes sem grandes dores de cabeça. A equipe teve quatro dias, aparentemente sem problemas e apenas Lando Norris, com um erro sem gravidade, foi parar na brita. Os tempos não são arrasadores mas a postura da equipe é de evolução gradual. Apesar disso, os tempos nos stints mais longos ficaram distantes dos tempos das equipes da frente, o que mostra que há ainda muito trabalho pela frente. Lando Norris ficou com o décimo melhor tempo (1:18.431) e Carlos Sainz com o 12º. A equipe fez 422 voltas com o novo chassis, que foi elogiado pela soluções interessantes e pela maior eficiência aerodinâmica em relação ao chassis do ano passado. Embora não tenha sido uma semana fantástica, foi feito muito trabalho e há uma boa base para desenvolver daqui para a frente.

Atribuindo uma ordem a este grupo é difícil e desnecessário até. Talvez a Alfa e a Renault estejam mais à frente, seguidos da Toro Rosso. A McLaren e a Racing Point deverão ser as equipes que se seguem, com a Haas e a Williams atrás. Mas tudo pode mudar e as equipes trabalham sem descanso para evoluir e preparar a nova temporada.

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