Fórmula 1 – GP de Abu Dhabi decide título mundial de Fórmula 1, com três pilotos na disputa do título.
O líder do campeonato é Lando Norris, da McLaren, com 408 pontos. O britânico chega a Yas Marina com vantagem estatística: se terminar no pódio é automaticamente campeão. Caso fique abaixo do terceiro lugar, terá de depender do resultado dos rivais, mas continua a entrar na derradeira rodada em posição privilegiada para conquistar o primeiro título da carreira.
Verstappen e Piastri obrigados a atacar
Max Verstappen, em Red Bull, está a 12 pontos de Norris e precisa de vencer para manter vivas as hipóteses de recuperar a coroa. O cenário mais direto para o holandês passa por somar a quinta vitória consecutiva em Abu Dhabi e esperar que Norris não vá além do sexto lugar.
Já Oscar Piastri, terceiro classificado, tem de vencer a corrida e ver o colega de equipe na McLaren terminar em sexto ou pior para se sagrar campeão.
Apesar de o campeonato de construtores já estar decidido a favor da Red Bull, a McLaren chega em forte momento de forma, depois de uma época marcada por sete triunfos e grande regularidade. A equipe de Woking procura fechar o ano com novo resultado de destaque num circuito onde Norris venceu em 2024, partindo então da pole position e adotando uma estratégia de duas paragens com pneus médios e duros.
Características do Circuito de Yas Marina
O traçado de Yas Marina tem 5,281 km de extensão e acolhe 58 voltas na corrida de domingo, num total de 306,183 km. A volta mais rápida em corrida pertence a Kevin Magnussen, registrada em 2024 com 1m25,637s. Entre as alterações recentes ao circuito contam‑se o recapeamento entre as curvas 1 e 4, a correção de um ressalto na saída da curva 6 e a extensão de várias barreiras TecPro e guard rails em zonas críticas, com o objetivo de aumentar a segurança.
A pista dispõe de três zonas de DRS. A primeira tem deteção 250 metros antes da curva 5 e ativação 260 metros após a mesma. A segunda conta com deteção 50 metros após a curva 7 e ativação 165 metros mais à frente. Estas zonas deverão favorecer as ultrapassagens nas longas retas, tornando a gestão de ritmo e de pneus ainda mais decisiva.
Histórico de Abu Dhabi e curiosidades
O Grande Prémio de Abu Dhabi disputa‑se desde 2009 e é presença ininterrupta no calendário desde então.
Lewis Hamilton é o piloto com mais triunfos no circuito, com cinco vitórias somando passagens por McLaren e Mercedes. Max Verstappen venceu as quatro edições entre 2020 e 2023 e pode igualar o britânico se voltar a triunfar este ano.
Desde a estreia, Yas Marina já decidiu vários campeonatos, incluindo os de 2010, 2014, 2016 e 2021.
A Red Bull é a equipe mais bem‑sucedida em Abu Dhabi, com sete vitórias, três de Sebastian Vettel e quatro de Verstappen. Em 2021, o circuito atribuiu também o título de construtores à Mercedes. Este fim de semana, Abu Dhabi será igualmente marcante a nível estatístico para Nico Hülkenberg, que deverá somar o 250º Grande Prêmio de Fórmula 1 da carreira.
Pneus e estratégias em foco
A Pirelli leva para esta prova os compostos C3 (duro), C4 (médio) e C5 (macio), os três mais macios da gama. A gestão de degradação térmica, especialmente no terceiro setor, poderá ser determinante na definição das táticas de corrida.
Em 2024, a estratégia vencedora passou por iniciar com pneus médios e terminar com duros, mas a evolução da pista e das temperaturas ao longo do fim de semana poderá abrir a porta a abordagens diferentes. Com uma combinação de pressão competitiva máxima, histórico de decisões de título e um traçado propício a diferentes leituras estratégicas, o Grande Prémio de Abu Dhabi 2025 apresenta todos os ingredientes para uma das finais de temporada mais intensas da era moderna da Fórmula 1.

