Fórmula 1 – Europa e “locais históricos” da Fórmula 1 são fundamentais para a Liberty Media.

A chegada da Liberty Media à Fórmula 1 captou a  atenção de todos que seguem o automobilismo, trazendo consigo a nomeação do antigo presidente da 21st Century Fox “Chase Carey” como novo chairman do Formula One Group. Numa entrevista publicada no site oficial da empresa, o norte-americano admite que a América é importante, mas que os Grandes Prêmios europeus também o são, contrariando um pouco o que Bernie Ecclestone tem feito nos últimos anos, voltando-se para países com muito dinheiro, mas sem tradição histórica. França, por exemplo, não tem Grande Prêmio desde 2008, Spa-Francorchamps andou desaparecido em 2006, ano em que o GP de San Marino decorreu pela última vez,e até a poderosa Alemanha tem perdido a força, alternando Hockenheim com Nurburgring desde 2009.

Questionado sobre que motivos levaram um grande grupo como a Liberty Media a investir em um esporte que não representa assim tanto para os americanos, Carey salientou o caráter global da empresa que representa, mas também que irá dar a cara pela Fórmula 1, e não pela Liberty:

“Bom, é uma companhia que tem as suas raízes na América, sim, mas faz negócios em todo o mundo. Mas agora tenho de falar por mim e não pela Liberty, já que a minha carreira tem estado dividida mais pela Fox and News  do que pela Liberty. E no futuro irei trabalhar para a Fórmula 1 e não pela Liberty. Quanto ao motivo para investir  em um esporte que é muito dominado pelos europeus, a resposta é simples: os negócios tornaram-se globais e a Fórmula 1 é um esporte global. Portanto era em que pensávamos em continentes e regiões é uma coisa do passado. A Liberty tem investido por todo o mundo, portanto a Fórmula 1 é apenas mais um ativo do seu portfólio.”

Sobre a importância de ir para os EUA e de manter as provas europeias, Carey revelou concordar que “os Estados Unidos são uma área de oportunidade para o automobilismo a longo-prazo, e que existe algo por desvendar. Mas também as Américas e a Ásia. Da mesma forma, será igualmente importante continuar fortalecendo a Fórmula 1 em locais históricos dentro da Europa. É aqui onde se encontram as fundações do esporte e nós certamente iremos crescer e aproveitar essa força histórica”; pois constatamos que diversos países com história na categoria não fazem mais parte do mundial e que na nossa visão deveriam voltar.

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