Fórmula 1 – A visão do futuro para a Mclaren.

Já não é a primeira vez que a McLaren dá a sua visão do futuro para a F1, mas desta vez a McLaren Applied Technologies, empresa do grupo, foi mais longe, apresentando não só um carro, mas também um conceito.

O carro em si seria um monoposto fechado, elétrico, capaz de chegar aos 500km/h, de tração traseira, com baterias moldadas ao pacote aerodinâmico do carro. A aerodinâmica do carro seria dinâmica, capaz de mudar de configuração, o carro possuiria um sistema de Inteligência Artificial como Co-Piloto e pneus capaz de se regenerarem.

Além do carro, a McLaren olhou também para os recintos onde as provas teriam lugar. A ideia inclui zonas inclinadas (estilo oval), pitlanes com capacidade para recarregar baterias, além da capacidade do circuito em adaptar-se aos diferentes tipos de condições meteorológicas. Haveria uma zona de “Black out”, onde o piloto não teria comunicações, nem assistência da I.A. que aprenderia com o piloto, cujas emoções seriam refletidas no chassis. Para uma experiência ainda mais próxima, a McLaren imaginou estruturas transparentes onde os fãs poderiam estar por cima da pista, vendo assim os carros ainda mais de perto. O piloto teria a informação das emoções do público no cockpit e os fãs teriam acesso a uma chamada realidade mista, com várias câmaras onboard e vários ângulos, sempre com o fornecimento de dados em tempo real.

Para a comunidade de ESports, haveria a possibilidade de correrem contra os pilotos de forma virtual, mas em tempo real, como acontece atualmente na Fórmula E e os jogadores poderiam também pilotar na pista para dar mais conhecimento e informação à I.A.

Explicando o conceito, o diretor da MAT, Rodi Basso, afirmou: “Estamos sempre em busca de inovar e encontrar a solução para amanhã, hoje. Nos últimos anos, vimos conceitos e ideias para o aspecto e funcionamento de um carro de F1. No entanto, esta é a primeira vez que alguém deu uma ideia detalhada sobre uma visão viável do automobilismo no futuro. A nossa esperança é que isto estimule o debate sobre como o automobilismo deve responder às mudanças na tecnologia e às tendências do entretenimento esportivo, para garantir que possamos atender às necessidades dos fãs em 2050.”

Esta nova visão do futuro mostra algo que não acontecia no passado recente… a preocupação com os fãs. As primeiras tentativas de desenhar e mostrar a F1 do futuro passava apenas pelos carros, pelo aspeto da engenharia, como o caso do MP4 – X da McLaren ou do Red Bull X1. A ideia da McLaren é mais ampla é inclui já a necessidade de dar aos fãs o que eles querem. Mais acesso, mais proximidade à pista, mais interação com a prova. Além disso há alguns conceitos começam já a serem aflorados pela Fórmula E que vê também a competição como algo que deve ser próxima dos fãs.

O conceito de Inteligência Artificial ficou ainda um pouco por definir, mas é pertinente a sua inclusão pois certamente será parte importante do futuro.  Uma coisa mantém-se, felizmente… o fator humano. O piloto, mesmo com um fato específico capaz de proteger das altas velocidades, seria ainda centro das atenções. E ainda bem, pois é o fator humano que torna as corridas apaixonantes. A emoção, a decisão no momento, seja ela certa ou errada, o ego, o caráter… Tudo isso faz do automobilismo mais do que apenas tecnologia. E apesar da aposta recente na RobotRace em que o piloto é excluído, a McLaren manteve a parte mais importante e aquela que faz do desporto em geral algo tão apaixonante… os seus heróis.

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