Fórmula 1 – A dança das cadeiras continua e Pierre Gasly é confirmado na RedBull.

Sem grande surpresa, a Aston Martin RedBull Racing confirmou Pierre Gasly como companheiro de equipe de Max Verstappen para 2019, ocupando o lugar de Daniel Ricciardo. O piloto que, atualmente, é o colega de equipe de Brandon Hartley na Toro Rosso, foi escolhido, segundo disse Christian Horner, “pelas suas performances estratosféricas que melhoraram a sua reputação como um dos mais promissores jovens pilotos.”

 

Depois de Carlos Sainz não ter pago para ver o jogo da RedBull – leia-se, esperou pela decisão de Horner no que toca ao colega de equipe de Verstappen; preferindo aceitar o desafio da McLaren, Gasly ficou com a porta da RedBull escancarada. Não terá vida fácil ao lado do menino de ouro de Helmut Marko e Christian Horner, mas o piloto francês já deu mostras de caráter forte e talento para dar e vender.

 

Lembramos que Gasly ganhou na GP2, na Formula Renault 2.0, foi segundo classificado na Formula Renault 3.5 e na Superformula Japonesa, além de ter passado, ligeiramente, pela Fórmula E. O fato de trazer no bolso um ano de experiência com os motores Honda que vão equipar os RedBull em 2019, também contribuiu para esta escolha, óbvia e esperada.

 

Muito satisfeito com a escolha, Christian Horner desfez-se em elogios ao jovem piloto. “Desde que o Pierre surgiu na Fórmula 1 com a Scuderia Toro Rosso há menos de um ano, provou imediatamente o talento que sempre exibiu e que a RedBull cuidou desde os seus primeiros passos no automobilismo. Estamos ansiosos para que o Pierre traga a velocidade que sempre mostrou, talento que sabemos ter e a atitude positiva que a equipe precisa para 2019.”

 

Já Pierre Gasly referiu que “sempre foi o meu objetivo, desde que me juntei ao RedBull Junior Driver Programme em 2013, ser piloto da equipe principal da RedBull. Esta incrível oportunidade e outro passo na direção certa para que possa cumprir os meus desejos de vencer provas e competir por títulos mundiais. A RedBull sempre lutou pelos títulos e pelas vitorias e é exatamente isso que desejo.” No final, o piloto francês não se esqueceu de agradecer a Franz Tost, referindo que “vou tentar fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que esta temporada seja para recordar e lembrar no futuro.”

 

Com a saída de Pierre Gasly da Toro Rosso, abre-se, pelo menos, um lugar na escuderia italiana liderada por Tost. E digo pelo menos um lugar porque Brendon Hartley terá de fazer mais até final da temporada para que Helmut Marko lhe renove o contrato. É verdade que a ida de Gasly para a RedBull ajuda, muito, a causa do australiano. A escolha mais óbvia será “pescar” um talento na piscina de pilotos que a RedBull vai alimentando e entre os mais preparados, estará o irreverente Dan Ticktum. O seu talento é, aqui e ali, ensombrado pela sua irreverência, mas o pior problema será a obtenção da superlicença, necessária para a Fórmula 1.

 

Outra opção é buscar fora da academia RedBull e acolher Stofell Vandoorne, caso o belga seja dispensado (como tudo parece indicar) pela McLaren ou então, receber Lando Norris como moeda de troca para a libertação de James Key, o engenheiro que a equipe de Woking deseja para liderar a sua equipe técnica e que a Toro Rosso “prende” com um contrato até 2021.

 

Pode a RedBull surpreender e repetir o que fez com Brandon Hartley, ou seja, fazer retornar á Fórmula 1 pilotos que abandonaram os monopostos e na linha da frente estão Jean Eric Vergne e Sebastien Buemi. Embora este cenário seja aquele que é menos provável, pois Buem está confortável na Toyota e na Fórmula E e Vergne está na mesma situação.

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