Dirigente da Williams admite que time precisa “reaprender” a andar na frente

Chefe de performance da escuderia inglesa, Rob Smedley reconhece que equipe não está acostumada a disputar as primeiras colocações e precisa caprichar nos detalhes

Após amargar em 2013 uma das piores temporadas de sua história, a Williams tem mostrado, desde o início deste ano, possuir um carro competitivo. Mas apesar do bem nascido FW36, o primeiro pódio só veio na oitava etapa, na Áustria, com Valtteri Bottas. Antes disso, em diversas ocasiões, detalhes custaram bons resultados ao finlandês e a Felipe Massa. Nos GPs do Canadá e da Áustria, inclusive, o time britânico teve chances de disputar a vitória. Em Montreal, um pit stop lento prejudicou o brasileiro. Já em Spielberg, uma estratégia de parada conservadora fez a dupla da equipe –  que largara na primeira fila – ser presa fácil para as Mercedes de Nico Rosberg e Lewis Hamilton. Consciente do cenário, o chefe de desenvolvimento Rob Smedley – contratado justamente para colocar ordem na casa – admite que a tradicional equipe precisa reaprender a andar na frente.

– Precisamos aprender. É por isso que estou aqui. Precisamos fazer melhor. Temos que olhar para dentro e entender como podemos melhorar em cada minúsculo detalhe. Porque as coisas estão nos detalhes. Não há mágica. Do ano passado, quando a Williams andava em 13º, 14º, 15º para correr em primeiro, segundo, terceiro, quarto, é completamente diferente. Acredite em mim, pois já fiz parte de ambas extremidades. É aprender a correr nesta situação, de um ponto de vista operacional, de desempenho. É otimizar o desempenho em todas as áreas do carro, como operamos. Cometer erros, corrigi-los e não repeti-los – disse Smedley, que foi engenheiro de Felipe Massa na época da Ferrari, à revista inglesa “Autosport”.

Para Rob, assim que a Williams caprichar nos detalhes, conseguirá ter o sucesso que rivais como Mercedes e RBR estão tendo.

– Estamos correndo contra uma fábrica muito profissional com um carro mais rápido e muito bem organizada. E por que eles estão tão bem organizados. Porque eles ganharam experiência andando mais para trás no pelotão. O que é garantido acontecer com a direção que estamos caminhando é que cresceremos como equipe, ficaremos mais fortes e seremos capazes de fazer o que RBR e Mercedes têm feito. Esse é nosso objetivo: ser, pelo menos, tão bom quanto, ou melhor – garante.

Felipe Massa no pit stop durante o GP da Áustria
Felipe Massa no pit stop durante o GP da Áustria

Terceira equipe mais vitoriosa da história da Fórmula 1, a Williams possui sete títulos do Mundial de Pilotos e nove de Construtores. Nos últimos anos, porém, a escuderia tem protagonizado péssimas campanhas, com exceção à surpreendente vitória de Pastor Maldonado no GP da Espanha de 2012.

O próximo desafio da Williams é neste fim de semana, no circuito de Silverstone. O GP da Inglaterra está marcado para as 9h de domingo (horário de Brasília) e o treino classificatório para o mesmo horário, no sábado.

 

 

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