Avaliação da Semana – Toro Freedom 1.8 Flex é equilibrada, confortável e segura ao dirigir.

Bem amigos da Veloxtv, nesta semana falaremos do teste que fizemos com a Fiat Toro Freedom 1.8 Flex, esta é a segunda Avaliação que fazemos com a Fiat Toro. agora falemos da porta de entrada da Fiat Toro. A versão Freedom 1.8 Flex é a estranha opção de acesso do modelo, que ao contrário da lógica do mercado nacional, dispõe apenas de transmissão automática.

Lançada no começo de 2016 com preço sugerido de R$ 76.500, hoje ela já custa R$ 77.800. Mesmo assim, a Toro Flex pode surpreender negativamente no preço, alcançado até R$ 97.348 se totalmente completa, embora o pacote Opening Edition ofereça melhor custo-benefício com valor mais interessante.

A versão avaliada continha cinco pacotes de opcionais, que fizeram o preço saltar para R$ 88.322, sendo eles Kit Pleasure 2 (segurança e conforto), Kit Techno (conectividade e entretenimento), rodas de liga leve aro 16, barras longitudinais no teto e Kit Pleasure 1 (comodidade e visibilidade).

Com tração dianteira e transmissão automática de seis marchas, a Fiat Toro 1.8 Flex conta com um propulsor acanhado, que é compensado por um peso bem menor que o visto na versão diesel. Sem opção 4×4, a picape “compacta grande” ou SUP (Sport Utility Pickup) se mostra equilibrada. Se falta motor, sobra versatilidade e conteúdo.

Exterior

Mesmo com muitas unidades vendidas e em circulação pelo país, a Fiat Toro continua chamando a atenção nas ruas. A frente, que para muitos parece estranha, agrada a maioria. O porte da picape também é outro ponto comentado pelos interessados. Os LEDs diurnos e o visual robusto, mesmo com as rodas de liga leve aro 16, são elogiados.

As rodas possuem desenho menos chamativo, enquanto a traseira com lanternas de LED bem delineadas atrai mais a atenção. A caçamba de abertura dupla lateral é prática e facilita as operações em espaço reduzidos, mas falta um degrau de apoio mais consistente para acessar a caçamba de carga. Esta tem 820 litros e espaço mediano, ajudando a levar até 650 kg.

A capota marítima com dreno deixa a água entrar, mas não tanto quanto o visto em recente vídeo público no NA. As barras no teto e os retrovisores com basculamento elétrico são outros detalhes interessantes. A suspensão é alta e tem um bom vão-livre, mas os pneus são voltados para o asfalto. Com 4,91 m de comprimento, a Fiat Toro se mostra bem mais imponente que as rivais menores, mas ainda é inferior em porte às picapes médias. É mais curta e mais baixa.

Interior

Por dentro, a Fiat Toro Freedom AT6 é um misto de Fiat e Chrysler, tendo mais elementos da segunda. O acabamento geral é bom e bem distante do visto em outros produtos da marca italiana. Os bancos em tecido são macios e possuem bom aspecto. O volante multifuncional tem controles demais, inclusive atrás do aro, mas vem com paddle shifts.

A instrumentação é bem completa, mas vem com display menor em relação a versão Volcano. O desenho das portas é outro ponto agradável. A multimídia Uconnect com tela de 5 polegadas tem navegador GPS com dados de tráfego e alerta de radares. A imagem da câmera de ré é projetada no display.

O ar-condicionado dual zone faz parte dos pacotes opcionais, que ainda trazem sensores de chuva e crepuscular, retrovisor eletrocrômico, retrovisores com rebatimento elétrico, trio elétrico completo acionado pela chave canivete, duas entradas USB e duas de 12V, entre outros.

O banco traseiro conta até com apoio de braço central, além de todos os cintos e apoios de cabeça necessários. Tem também Isofix. Sentimos falta de mais porta-copos na frente, sendo bem servidos atrás. As alças nas colunas A ajudam pessoas de estatura mais baixa e também em locais onde o acesso ao veículo é ruim. A caçamba tem fácil acesso e espaço regular, mas não poderia ser diferente, por conta da limitação de tamanho.

Viajando com a Toro

O motor 2.0 Tigershark será bem-vindo quando chegar à Fiat Toro Freedom. Até lá, o negócio é se acostumar com o E.torQ 1.8 Flex, que entrega 135/139 cv a 5.750 rpm e 18,8/19,3 kgfm a 3.750 rpm, respectivamente com gasolina e etanol. Ele foi melhorado em relação ao Jeep Renegade e por conta do peso bem distribuído, não chega a decepcionar tanto na picape, embora decepcione sim.

A Toro Flex é realmente limitada, tanto que sua capacidade de carga é de 650 kg. O E.torQ exige rotações mais altas para andar com desenvoltura, sendo acima de 3.000 rpm algo necessário para andar de modo mais eficiente. As retomadas são comprometidas pela baixa força do motor, mas isso já é esperado e a antecipação das ações garante uma condução melhor. O câmbio automático de seis marchas ajuda a manter um ritmo mais equilibrado, embora impeça maior exploração do propulsor.

Totalmente carregada, ela sofre um pouco nas subidas, mas mantém um comportamento bom na estrada. As trocas são suaves e não há trancos perceptíveis. As reduções ocorrem como esperado, sendo mais frequentes que no diesel. É necessário usar e abusar do acelerador alguns vezes para mantermos um bom ritmo. Ultrapassagens, atenção.

Com rotação mais alta e maior exigência por tempo prolongado, o motor 1.8 Flex contribui muito para o nível de ruído acima do desejado, apesar de manter bons 2.300 rpm a 110 km/h. No caso, a surpresa veio com etanol, chegando a fazer interessantes 9,9 km/litro na estrada, enquanto na cidade amargou azedos 5,9 km/litro. Já com o derivado de petróleo, ela registrou 11,6 km/litro e 8,3 km/litro, sempre com o A/C ligado. Resultado bem melhor na cidade, mas poderia ser melhor na estrada.

A direção elétrica é muito leve e progressiva na estrada, facilitando manobras e dando mais segurança ao dirigir. Os freios são apenas razoáveis, não tendo a eficiência necessária para passar confiança nos primeiros quilômetros. Depois, apenas atendem de forma bem moderada. As trocas de marcha feitas pelas borboletas ou alavancas são limitadas pela gestão do câmbio, tendo pouca necessidade no dia a dia.

A posição de dirigir é aceitável, enquanto o espaço geral é bom. O conjunto de suspensão tem ajuste mais firme que o esperado, garante boa estabilidade, embora com tendência perceptível de sair levemente de traseira. Nos buracos, pisos irregulares, estradas com asfalto ruim, entre outros, a Fiat Toro Freedom se mostra bem adequada à proposta e oferece conforto. No geral, o desempenho é apenas aceitável.

Nossa avaliação final

Com tudo citado acima, a Toro Freedom Flex é realmente um veículo bastante completo, faltando somente múltiplos airbags, teto panorâmico e acabamento parcialmente em couro, mas que a deixarão bem perto de R$ 100.000. As revisões até 50.000 km somam R$ 3.144, valor quase correspondente ao da versão diesel até 60.000 km.

Para quem quer um veículo de porte intermediário, ágil no meio urbano e robusto para enfrentar a buraqueira de ruas e estradas sem a menor conservação, a Fiat Toro Freedom 1.8 Flex AT6 é uma escolha elogiável, apesar de o motor ficar devendo. Não à toa, ela já é o segundo comercial leve mais vendido no país.


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