Avaliação da Semana – Renault Captur 2020 segurança, dirigibilidade e conforto marcam nossa avaliação.

Caros amigos internautas, nesta semana falaremos do novo Renault Captur 2020, como pode melhorar algo que já é muito bom? a Renault fez esse trabalho com o novo Captur, melhorando sua segurança, dirigibilidade e conforto para o motorista e os passageiros.

 

O SUV francês é um produto que chama atenção por suas formas atraentes, em especial pela frente bem resolvida e pelo corpo alongado, revelando uma altura do solo elevada e uma paleta em dois tons de dar inveja aos concorrentes.

 

O Renault Captur também mostra que não impressiona apenas por fora, mas agrada também por dentro. É um dos poucos carros onde os bancos em tecido são mais bonitos que os de couro. Feito sobre a robusta plataforma do Duster, ele soube aproveitar as vantagens dessa base em nossa realidade brasileira, nua e crua.

 

Com o câmbio CVT no motor 1.6 SCe, o Renault Captur reaparece até que bem. Custando R$ 89.950 na versão Intense, ele acompanha a tendência de valorização extrema dos SUVs e chega a custar salgados R$ 94.350 com bancos em couro e pintura bi-tom, como na versão que avaliamos.

 

Externo

O Renault Captur parece um SUV mais compacto que foi esticado como se fosse maleável. Ele tem 4,33 m de comprimento, mas sua linha de cintura não é assim tão alta e com vão livre do solo elevado e o maior entre-eixos da categoria (2,67 m), o crossover da Renault apresenta uma silhueta delgada, que só ele tem.

 

A frente é curta e arredondada, chamando atenção para os faróis puxados e os enormes LEDs diurnos em “C” no para-choque, que realçam essa versão Intense. Os faróis de neblina com luzes de curva também são bons. O protetor cinza na parte frontal reforça o que ele tem de bom, a robustez não é apenas visual.

Com teto aparentemente baixo, o Renault Captur tem área envidraçada boa. A pintura em tons de preto e creme, dá o tom da proposta desse SUV. Na traseira, as lanternas com seus “Cs” de LED também agrada.

 

O para-choque tem aspecto consistente com o protetor cinza e ainda há um belo acabamento cromado junto à tampa do bagageiro. As rodas aro 17 têm desenho muito bom. Proteção nas saias de rodas, retrovisores com repetidores de direção e basculamento elétrico, friso cromado na base das portas.

 

Interno

No interior, o Renault Captur Intense com a padronagem dos bancos em couro tem um ambiente com materiais escuros, que combinam com o revestimento dos assentos. Não é luxuoso, pelo contrário, há muita simplicidade no habitáculo. Não há nem mesmo um mínimo revestimento soft touch que seja, mas, pelo menos, não tem texturas que tentam imitar outra coisa.

 

O preto brilhante se sobressai na multimídia, nas portas e na base da alavanca de câmbio. O ar-condicionado automático tem bom aspecto, mas é bem analógico. A MediaNav 2.0 é simples, intuitiva e bem funcional, mas o navegador ainda é muito ruim, mesmo com dados de tráfego. Boas dicas de economia e o score da frugalidade ajudam a incentivar boas médias de consumo, desde que com gasolina, é claro. Há câmera de ré e entradas USB/auxiliar, tudo ali na tela central.

Motor

O SUV compacto bonito recebeu aquilo que lhe era de direito desde o lançamento, o esperado motor 1.33 TCe! Não, seria bom se fosse verdade, mas ainda estamos falando do 1.6 SCe.

 

O propulsor compacto da Renault foi casado com a caixa automática CVT Xtronic da Nissan, que é bem-vinda. Com ela, o motor pode trabalhar de forma mais suave e econômica. Com 118 cv na gasolina e 120 cv no etanol, o 1.6 SCe garante o mesmo torque de 16,2 kgfm a 4.000 rpm, independente do combustível.

 

O motor apresenta uma boa disposição em baixa rotação, mesmo atenuada pelo câmbio CVT com conversor de torque, mas com simulação de marchas, que podem ser acionadas manualmente. O funcionamento linear do Xtronic garante um rodar mais suave e prazeroso, em termos de conforto.

 

Como se trata de motor aspirado, qualquer acelerada mais forte o giro sobe bem, mas em trânsito urbano, por exemplo, pode-se rodar com o ponteiro em torno de 1.500 rpm, o que o consumo agradece. Na estrada, a 110 km/h, mais uma vez o CVT mostra que é melhor que a velha caixa automática de 4 marchas da versão 2.0. O giro fica em 2.000 rpm e ganha-se em conforto e economia.

 

Sem modo esportivo, o Renault Captur 1.6 CVT é focado na frugalidade e no conforto, por isso pode-se ainda realçar o primeiro com o modo Eco, que atenua a performance do crossover. Pisando-se mais, ele responde de forma moderada, mas garante ultrapassagens seguras em cruzeiro elevado, sem pedir arrego. As mudanças manuais ajudam a buscar algo mais do motor, mas ficam sujeitas ao programa do câmbio, tendo efeito limitado.

No dia a dia, o Renault Captur Intense CVT se mostra um carro bem confortável. Buracos, bloquetes, lombadas exageradas, paralelepípedos ou asfaltos destruídos, ele nem toma conhecimento. A boa base do Duster para enfrentar a dureza do nosso país se faz notar facilmente. A suspensão não é muito macia, mas recebe bem os impactos e neutraliza muitos deles.

 

A estabilidade é boa, graças também ao conjunto de rodas de liga leve aro 17 polegadas com pneus 215/60 R17. Já a direção eletro-hidráulica é outro ponto ruim, mas “consertável” que a Renault poderia rever. Ela é mais dura do que uma hidráulica comum e não tem o mesmo conforto das elétricas. As respostas são medianas e há uma reclamação audível quando bate no fim do curso…

 

Falando em sons, lembramos da marcha ré com um efeito sonoro que nos faz lembrar vagamente dos alertas de ré dos caminhões e ônibus. No habitáculo, o nível de ruído do motor é aceitável, o que contribui para a boa impressão ao rodar. Os freios atuam de forma mediana, mas cumpre sua tarefa.

 

Na posição de dirigir, a ergonomia é ruim pela falta do ajuste em profundidade. O piloto automático é sofrível – mesmo em funcionamento – já que para manter a velocidade, chega a esgoelar o motor em aclives pouco acentuados. Melhor fazer isso com o pé mesmo… Os retrovisores, no entanto, dão boa visão da traseira, assim como no geral, a visibilidade é igualmente coerente.

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