Avaliação da Semana – Onix Joy, extremamente econômico e gostoso de dirigir.

Caros amigos da Veloxtv, nesta semana falaremos do carro mais econômico que andamos até o momento, o “Chevrolet Onix”, e que também se mostrou muito prazeroso ao dirigir.

 

A Versão mais barata do carro mais emplacado do Brasil pela quarta vez consecutiva, o Chevrolet Onix Joy. a segunda configuração preferida de quem compra o hatch, perdendo para 1.0 LT, não passou pelo facelift de 2016. Só ganhou uma máscara negra aqui, uma lanterna escurecida ali e voilá! O design é semelhante ao de 2012, época do lançamento. A justificativa é que o design é bem aceito. Não duvido: em 2015, o Onix começou sua hegemonia no País com esse visual. Porém, há outro motivo: custo. Colocar a “cara” atual elevaria o seu preço.

 

Por R$ 46.290, O Onix Joy tem uma boa relação custo-benefício. O Ford Ka custa R$ 100 a mais, porém é mais “pelado”, e o Hyundai HB20 começa em R$ 44.490, mas beira os R$ 49 mil com o sistema multimídia. Nesse ponto, o Joy sequer tem rádio, mas a central multimídia das fotos, acessório de R$ 1.600, tem tevê, bluetooth e GPS – e é melhor que algumas de fábrica. Ar-condicionado, trava elétrica, rodas aro 14 de ferro, para-choque “na cor” e chave canivete são de série. A favor do Onix estão o espaço e os 289 litros de porta-malas – mais que os 257 do Ka, menos que os 300 do HB20.

 

No interior, os comandos dos vidros elétricos (só dianteiros), junto ao porta-copos, e os retrovisores têm ajuste com a básica alavanca. Os plásticos dominam, porém não é uma exclusividade do Joy. A luz laranja do painel de instrumentos também denuncia a idade avançada.

 

O Onix Joy adota novos revestimentos nos bancos com costura pespontada, além de ficar mais seguro com o cinto de segurança de três pontos e apoio de cabeça para o passageiro central no banco traseiro.

 

Entre os equipamento de série permanecem a direção elétrica, ar-condicionado, vidros dianteiros e travas elétricas e monitor de pressão dos pneus. O hatch também vem com preparação para som, vindo equipado com dois alto-falantes dianteiros, fiação e antena no teto.

Em movimento, as coisas melhoram e muito. O Onix é bom de guiar. A suspensão é calibrada no ponto certo para absorver imperfeições do asfalto. A direção elétrica fornece boas respostas do que se passa nas rodas. Para quem gosta, a posição de guiar é de juiz de tênis – não há sequer ajuste de altura do banco.

 

Rodamos mais de 600 quilômetros com o Onix Joy 2019 , tanto na cidade quanto na estrada sem precisar reabastecer. E nos surpreendemos como o marcador de combustível custou a se mexer.

 

A direção com assistência elétrica facilita as manobras em vagas apertadas e para se virar no trânsito caótico das grandes cidades. Além disso, os borrachudos pneus 185/70R 14 ajudam a absorver bem as irregularidades do piso e a passar por obstáculos urbanos, como valetas e lombadas. Aliás, vêm até com monitoramento de pressão, como item de série. Se algum estiver fora da calibragem ideal, acende uma luz no painel.

A Chevrolet foi uma das únicas marcas a não adotar os novos motores 3 cilindros, e esse obsoleto 4 cilindros 1.0 flex tem fôlego de asmático. Na cidade, os 80 cv são suficientes apenas para tirar o leve hatch do lugar. Os 9,8 kgfm aparecem a tardias 5.200 rpm.

 

Pise no freio e verá que o hatch da GM transmite segurança em qualquer situação. O sistema é bem acertado, inclusive na relação de desmultmultiplicação do hidrovácuo, o que significa que fica fácil controlar a força aplicada ao pedal na hora na frenagem sem correr o risco de passar da medida ideal. A visibilidade também é boa, inclusive pelos retrovisores externos, que têm apenas ajustes manuais, sem ajuda de motor elétrico.

 

Falta força em baixa e as retomadas são vagarosas. Quando for ultrapassar na estrada, garanta que haja espaço. Ao menos o Onix é muito econômico: 15,6 km/l na cidade e 19,1 km/l na estrada. Um fator mais importante que desempenho em um carro popular.

Ficha técnica:

Chevrolet Onix Joy

Preço básico: R$ 46.290
Carro avaliado: R$ 47.890
Motor: 4 cilindros em linha 1.0, 8V
Cilindrada: 999 cm³
Combustível: flex
Potência: 78 cv (g) e 80 cv (e) a 6.400 rpm
Torque: 9,5 kgfm (g) e 9,8 kgfm (e) a 5.200 rpm
Câmbio: manual, seis marchas
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d) eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e tambor (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 3,930 m (c), 1,705 m (l), 1,474 m (a)
Entre-eixos: 2,528 m
Pneus: 185/70 R14
Porta-malas: 289 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.012 kg
0-100 km/h: 13,4 s (e)
Velocidade máxima: 167 km/h
Consumo cidade: 12,8 km/l (g) e 8,7 km/l (e)
Consumo estrada: 15,2 km/l (g) e 10,5 km/l (e)
Emissão de CO²: 96 g/km
Nota do Inmetro: B

 

 

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