Avaliação da Semana – Andamos com o Virtus Exclusive 250 TSI aposta em um desempenho mais apurado e no aumento da sofisticação.
Caros amigos da Veloxtv, como estão todos?
Nesta semana andamos com o Volkswagen Virtus Exclusive 250 TSI, um sedã á moda antiga, com muito espaço interno, conforto, segurança e tecnologia embarcada.
O Volkswagen Virtus Exclusive 2026 é a versão topo de linha do sedã, que aposta em um desempenho mais apurado e no aumento da sofisticação para se diferenciar das demais versões. Ele é ideal para quem busca um carro familiar espaçoso com um toque de esportividade, mas sem abrir mão da economia.
A linha 2026 traz como destaque as novas rodas de liga leve de 18 polegadas e mantém o motor 1.4 TSI, com potência máxima de 150 cv entre 4.500 e 5.000 rpm, torque de 25,5 kgfm entre 1.500 e 4.000 rpm e transmissão automática de seis marchas. O Exclusive está mais para um sedan focado no luxo e requinte, mas que brinda com alto desempenho e performance digna do antigo GTS. São novos tempos, e a VW precisava suprir a falta dos Jetta 1.4 TSI com outro sedan que não fosse só…esportivo.
Com capacidade para cinco ocupantes, o Virtus Exclusive 2026 apresenta-se como uma opção no segmento, oferecendo desempenho, tecnologia e segurança em um pacote competitivo para o mercado nacional. Em termos dimensionais, o Virtus Exclusive possui 4.560 mm de comprimento, 1.751 mm de largura (1.976 mm com espelhos), 1.480 mm de altura e entre-eixos de 2.651 mm.
O Requinte & Sofisticação em um só sedã.
O Virtus Exclusive é o sedan compacto mais caro do mercado brasileiro. Descontando o Audi A3, que é praticamente médio. Bonito, consegue se equilibrar bem entre o requinte de um Jetta Highline com a “picância” do Virtus GTS. A reestilização visual de 2023, que adotou parachoques mais retilíneos e pronunciados, ajudou bastante. Faróis e lanternas em LED, ambos com máscaras negras, também caem bem. As rodas diamantadas aro 18 são as mesmas do antecessor GTS, e calçam pneus de perfil mais baixo. Não deixou de lado os cromados e outros penduricalhos “de luxo”, nem parece ser só um “sport”.
Isso significa que, por dentro, ele tenta ser o mais refinado possível, com direito a bancos exclusivos com forração que imita (bem) um couro legítimo desenhado, e o melhor acabamento geral da linha.
O modelo vem ainda com sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, câmera traseira e faróis em LED com luz de condução diurna integrada.
Motor e Desempenho
O motor 1.4 turbo, famoso 250TSI, é a cereja do bolo, ainda. Mesmo após tantos anos de mercado, não precisou ser “capado” para atender as leis de emissões de poluentes, o que é ótimo! Seguem os 150 cv com torque de exatos 25,5 mkgf, isso já em baixas rotações e com bastante progressividade (de 1.400 até 4.000 rpm). Nada estranho também no câmbio: automático, Aisin AQ250-F, com seis velocidades e esperteza na operação. Motor e câmbio, até pelo tempo de casamento, formam um bom par, com trocas mais sentidas e até certa aspereza no bom sentido. Aquela que realça a esportividade, e não a que incomoda.
A calibração da VW previu um uso pacato e confortável quando ativado o modo Eco de condução, e assim ele se comporta: suave, silencioso, adiantando as passagens de marchas e prezando pela tranquilidade de uma viagem mais econômica. Mas, basta colocar no Sport para muita coisa mudar. A começar pelo ronco, muito mais grosso e bonito, mesmo não sendo tão natural: uma caixa de ressonância próxima do parabrisas produz boa parte do barulho encorpado.
A precisa direção elétrica, com relação mais multiplicada e respostas rápidas, é “cria” típica da engenharia alemã. O carro vira realmente esportivo no Sport.
Andamos 365 km, dividindo o tempo entre estrada e cidade, predominou o conforto e maciez do modo Eco de condução. O Exclusive surpreendeu com marcas próximas a de 13,0 km/l de etanol na estrada, se mantido o pé leve.
Interior
No interior, o Virtus Exclusive passa a oferecer acabamento em Alcântara nos bancos, portas e painel, além de ar-condicionado digital Climatronic. Ele conta com iluminação ambiente, volante multifuncional em couro com comandos para troca de marchas (shift-paddles) e apoio de braço central. O modelo conta ainda com direção elétrica, sistema Start-Stop, controle eletrônico de estabilidade (ESC), controle de tração (ASR), bloqueio eletrônico do diferencial (EDS).
O banco é grande na altura e tem espuma de densidade correta, mas condutores de maior estatura poderão sentir falta de abas laterais mais largas. A instrumentação digital Active Info Display e a multimídia VW Play formam uma dupla de telas bonita, e os dois sistemas são cheios de funções, personalizações e tecnologias.
Outros itens presentes são retrovisores externos eletricamente ajustáveis e rebatíveis com função tilt-down, para-sóis iluminados, espelho retrovisor interno eletrocrômico, iluminação no porta-luvas e porta-malas.
Quem vai atrás consegue se movimentar facilmente de um lado para o outro, e, mesmo se for alto, mantém a cabeça longe do teto. E, na segunda fileira, a VW não esqueceu das saídas de ar, portas USB e luzes de leitura. Só não tem apoio de braço central traseiro, ausência sentida. O porta-malas, imenso, não abre espaço para críticas.
Por dentro, o Virtus Exclusive se diferencia pelo acabamento todo em preto no teto e colunas – como o antigo GTS -, bancos em couro preto, que mantiverem o encosto de cabeça tradicional no lugar do conjunto integrado, volante com base reta e acabamento em couro, e o acabamento com material emborrachado e costura aparente no painel, enquanto as portas (apenas as dianteiras, ressalto) usam um tecido com a mesma costura. Ainda há bastante plástico, com algumas rebarbas, e um aspecto brilhante que chega a refletir no para-brisa em dias de sol mais forte. Ainda não tem o melhor acabamento do segmento, mas já passa uma sensação melhor.
O Virtus é, mesmo depois de alguns bons anos de mercado, o único com o painel de instrumentos totalmente digital em uma tela de 10,25″, algo que ainda impacta bastante um comprador ligado em tecnologia. Ao seu lado, a central VW Play de 10,1” com espelhamentos sem fios e aplicativos nativos melhorou muito sua usabilidade desde que nasceu e, ao menos comigo, não travou. Com o Apple CarPlay, responde rápido e não cria dificuldades no dia a dia, só recomendo um cabo se precisar recarregar o smartphone com maior velocidade, já que o carregador por indução não vai muito além de apenas manter a carga.
Preço de sedã médio
A Volkswagen cobra R$ 168.490 pelo Virtus Exclusive. Por isso, a versão topo de linha acaba sendo precificada na mesma faixa de valor dos sedãs médios de entrada, uma categoria acima.
Consumo
Os dados de consumo com gasolina: 11,7 km/l em cidade e 14 km/l em rodovia e os dados de consumo com etanol foi de 9,8 km/l na cidade e de 12,8 km/l na estrada.
Nossa Conclusão
Como eu falei no início dessa matéria, eu sou um fã de um sedã; principalmente os médios, e desde o início de nosso teste semanal eu me apaixonei pelo prazer em dirigir, pelo conforto apresentado, pela tecnologia embarcada pela sua segurança e o principal, o bem estar das pessoas que estavam comigo em nossas viagens; e isso não tem preço. A qualidade da viagem, a tranquilidade dos passageiros traseiros. Me vendo como consumidor, eu entraria em uma concessionária da Volkswagen do Brasil e adquiria a versão Exclusive do Virtus que andamos nesta semana.
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