Avaliação da Semana – Andamos com o Onix Plus Premier Turbo Midnight, com sofisticação com um toque extra de ousadia incomum nos sedãs.

Bem amigos da Veloxtv, é com um imenso prazer que apresentamos um teste bem detalhado e informativo com o Onix Plus Premier Turbo Midnight, fizemos um teste de longa duração com o veículo e circulamos entre os estados de São Paulo / Minas Gerais e Rio de Janeiro.

 

Detalhes do veículo

Esse “Onix da meia-noite” é, contudo, o que mais impressiona visualmente. Sai de fábrica apenas no tom “preto ouro negro” metálico e com capricho extra no verniz, e também tem preto brilhante nas rodas de 16″, na grade com estilo colmeia e nas gravatinhas da Chevrolet que vão na dianteira e na traseira. Todos os cromados foram eliminados – aliás, nem todos: inexplicavelmente, não escureceram as assinaturas “Turbo” e “Premier” na tampa do porta-malas. Outra diferença externa em relação aos Onix Plus LTZ é que o Midnight traz faróis tipo projetor (com máscara negra) e luz de rodagem diurna, por LEDs em vez de faróis de neblina.

 

O veículo é tão atraente a ponto de você se arrepender por ter a deixado partir.

 

Com a chave por aproximação em mãos, tomamos assento e vamos percebendo mais diferenças no acabamento do Onix Plus Midnight.  A principal é que os bancos são inteiramente forrados com couro sintético preto, enquanto os do LTZ têm tecido, e os do Premier 1 saem com um arranjo meio tecido/meio couro.

 

Os bancos dianteiros apoiam muito bem e terem encosto de cabeça fixo. Nas viagens, o motorista não cansa. Na traseira há um belo salão, garantido pelo entre-eixos de 2,60 m – 5 cm maior que o do Onix hatch. No amplo porta-malas, gostamos especialmente do grosso tapete-bandeja de borracha protegendo o carpete. É, porém, acessório vendido à parte nas concessionárias GM.

O volante de base reta também vem forrado com imitação de couro. É bom de tamanho e de pega. Há ampla regulagem de altura e distância da direção, permitindo a qualquer um encontrar facilmente a melhor posição de dirigir.

 

A faixa central do painel é preta, evitando os reflexos desagradáveis que percebemos em outras versões do Onix, especialmente em dias de sol forte. Pena que não aproveitaram a versão Midnight para forrar o teto de preto ou cinza escuro, o que reforçaria o jeitão esportivo fino do ambiente. Como em todos os outros Onix Plus, há seis airbags (duplo frontal, duplo nas laterais e duplo de cortina), além de controle eletrônico de estabilidade.

 

O conjunto mecânico competente continua permitindo um rendimento de 14,7 km/l na cidade e 23,2 km/l na estrada, isso somado a um desempenho competente nas retomadas e acelerações. A dinâmica também não mudou, com boa aptidão para curvas, freios muito eficientes e direção leve porém precisa.

 

A versão Midnight tem a menos acessórios e do que o Onix Plus Premier 2. O ar-condicionado é do tipo comum (como aliás, o do Premier 1), em vez de digital automático. Não há carregador de celular por indução, nem projeção da tela do smartphone sem o uso de cabo. Quem viaja no banco traseiro perdeu a entrada dupla de USB e também a luz de cortesia.

 

Os instrumentos analógicos têm pequeno diâmetro, mas são de fácil leitura, com escala limpa e sem invenções. Entre o velocímetro e o conta-giros vai um computador de bordo em preto e branco e de visual datado. Em compensação, o Midnight traz monitor de pressão dos pneus e cruise control, itens inexistentes nos LTZ. A central multimídia é intuitiva e fácil de usar.

Econômico e atraente

Em ação, o Midnight tem as mesmas excelentes características dos outros Onix Plus. Ainda que simplificado em relação ao projeto Opel original (perdeu a injeção direta e o eixo contra rotante), seu motor de 1.0 turbo, de três cilindros, é silencioso e vibra pouco.

 

Girador, está sempre trabalhando ali por volta de 2.000 rpm. Mostra força o tempo todo e instiga a andar forte. Com modestos 999 cm³ e 116 cv, parece um motor muito maior do que é. A resposta de acelerador é imediata e fulminante. É raro ver um acerto de pedal/borboleta tão esportivo em um sedã “para uso normal”.

 

Melhor ainda é guiá-lo com suavidade. Pesando apenas 1.117 kg, o Onix Plus é bem leve para seu tamanho. Alivie o acelerador e o carro seguirá no embalo quase sozinho. Para manter a velocidade no plano, basta uma suave pressão com a ponta do pé. A 100 km/h, em sexta marcha, você estará deslizando bem relaxado a 2.100 rpm.

Assim, o consumo é baixíssimo. Com gasolina, fizemos 14,7 km/l na cidade. Andando manso, em nossa viagem para a região serrana do Rio de Janeiro saindo de São Paulo, foram surpreendentes 23,2 km/l na estrada. Já as medições do Inmetro com o mesmo combustível indicam 12 km/l em ciclo urbano e 15 km/l em ciclo rodoviário.

 

A suspensão é justa e confortável, revelando o bom acerto de chão. A direção com assistência elétrica é uma pluma ao estacionar mas, em alta velocidade, transmite firmeza e segurança. O que faltou á versão Midnight foi a falta de aletas atrás do volante: para trocar as marchas manualmente é preciso passar o seletor de “D” para “L” e ficar apertando um botãozinho no pomo da alavanca. O motorista acaba desistindo de usar tal recurso. Por sorte, a caixa Hydra-Matic 6T30 (GF6) é muito rápida e suave, sem comportamentos bipolares.

 

O Onix Plus de black tie deixou uma constatação: como o nível dos carros da GM subiu nos últimos cinco anos e com uma sensação de ir correndo para a concessionária adquirir um. Esse é o pensamento que possuo para o próximo veículo que irei adquirir.

Com preço sugerido de R$ 81.890, a Midnight se posiciona entre a LTZ (R$ 73.590) e Premier (R$ 82.890). E custa cerca de R$ 4 mil a menos que a opção mais refinada do sedã, a Premier 2.

 

Fato é que a edição chega para ampliar as opções do Onix Plus que combinam motor 1.0 turbo de 116 cv e transmissão automática de seis marchas. A GM projeta que tanto o RS como a Midnight correspondam entre 5% e 10% das vendas da dupla.

 

O espaço interno é farto, assim como os 470 litros do porta-malas, que apesar de ser um pouco menor que o do Prisma, resolve muito bem.

Motor e transmissão

O motor 1.0 três cilindros turbo de 116 cv e 16,8 mkgf é um estreante no mercado e chama atenção pela excelente oferta de torque em baixa rotação, o que lhe garante um funcionamento ágil para os quase 4,5 metros de comprimento. A unidade é combinada com popular caixa automática de seis marchas que a GM utiliza em sua gama, que oferece trocas rápidas e uma programação com foco na eficiência.

Nossa Conclusão

Conforme falei acima, o Onix Plus Premier Midnight com certeza será a minha principal opção de compra de um carro até o término deste ano, período que estarei trocando de veículo; trata-se de um carro muito legal, com visual bacana e com um bom pacote de conteúdo e conectividade.

 

Você que esta a procura de um sedã com apelo arrojado, ligado a um motor 1.0 turbo e com um excelente consumo, tanto na estrada quanto na cidade, esse veículo deverá ser sua primeira opção. O preço esta dentro dos padrões utilizados pelos concorrentes.

 

Galeria de Imagens

 

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