Avaliação da Semana – Andamos com o Citroën Basalt, um SUV cupê elogiado pela sua harmonia e conforto.
Caros amigos da Veloxtv, nesta semana andamos com o SUV cupê da Citroën, o “Basalt”, um carro arrojado e competitivo para a categoria, oferecendo uma boa combinação de design, espaço e equipamentos, com foco no custo-benefício. Seu principal apelo é a suspensão confortável e a dirigibilidade na cidade.
O Citroën Basalt tem conquistado espaço nas rodas de conversa por ser o SUV mais barato do Brasil. No entanto, o modelo da marca francesa, que é fabricado em Porto Real, no Rio de Janeiro, tem qualidades que vão além do valor e que, sim, o tornam uma boa opção de compra. Eu tive a oportunidade de testar a opção de entrada do veículo da Citroën.
O Citroën é hoje, com folga, o mais barato entre os SUVs. Para isso, entretanto, aposta em um conjunto bem simples, já conhecido de outros modelos da linha C-Cubed, como o motor 1.0 Firefly aspirado, que geralmente é utilizado em hatchbacks compactos.
Interior e Design
Por dentro, a versão traz painel de instrumentos em tela de 7″ com conta-giros (que não está presente em nenhuma configuração do C3) e o sistema multimídia de 10″ com espelhamentos sem fios e câmera de ré compartilhado com os dois irmãos de plataforma – a versão mais básica deve aparecer em um próximo ano/modelo, sem alguns itens.
Há também retrovisores elétricos e vidros elétricos com função um-toque para todos os passageiros, ainda que os traseiros estejam localizados no console central, como nos primeiros C3 e nos Peugeot 206. Falha indesculpável, já que o modelo indiano traz o comando nas portas e que já falamos sobre todos os Citroën desta base.
Painel de instrumentos e multimídia cumprem o papel. A segunda tela ainda conecta sem fio os sistemas Android Auto e Apple CarPlay, que é uma boa facilidade para o dia a dia. No Basalt o ar-condicionado é automático e digital.
Na segurança, além dos obrigatórios freios ABS e controle de tração e estabilidade, há quatro airbags, sendo dois dianteiros e dois laterais. O acabamento não esconde sua origem franciscana, abusando dos plásticos rígidos já conhecidos dos outros Citroën. Mas, novamente, custando R$ 92.990, não se diferencia muito dos concorrentes nesse aspecto.
Mas seu grande destaque, mesmo, é o espaço: são 4.343 mm de comprimento, ou 23 mm maior que o C3 Aircross. Porém, ele privilegia o balanço traseiro para criar uma harmonia com o caimento cupê do teto, com 2.645 mm entre os eixos. Seu porta-malas também é um trunfo nesta faixa de preço, oferecendo 490 litros. Não será surpresa se o Basalt como esse estiver rodando através de aplicativos de transporte ou em locadoras como substituto de sedãs.
No quesito dimensões, o Basalt tem 4,34 metros de comprimento, 1,82 m de largura com os espelhos rebatidos, 1,58 m de altura e entre-eixos de 2,64 m — um pouco menor que o do Aircross. Já o porta-malas é excelente para o segmento, com 490 litros. O vidro traseiro de bom tamanho é integrado à tampa e dá um charme adicional ao crossover, que fica com uma carinha de notchback.
Motor e Câmbio
O Basalt de entrada tem o motor 1.0 Firefly aspirado flex, de três cilindros em linha e seis válvulas, que rende 71 cv de potência e 10 kgfm de torque com gasolina, sendo 75 cv de potência e 10,7 kgfm de torque com etanol.
Em um carro de 1.120 kg, a relação peso x potência fica próxima dos 14,93 kg/cv. Com esse conjunto, o Basalt levou 17 segundos para ir dos zero aos 100 km em nossos testes. O desempenho é compensado pelo consumo, com médias de 10,3 km/L na cidade e 17,2 km/L na estrada, com gasolina.
No nosso teste de 80 km/h a 120 km/h, em quinta marcha, o Basalt levou eternos 27,2 s. Como referência, a versão turbinada foi 20 s mais rápida.
A suspensão do Basalt tem a melhor calibração entre todos os Citroën à venda no Brasil atualmente. De longe. Absorve bem as imperfeições do solo e dispõe de rigidez interessante nos amortecedores, o que ajuda a mitigar a rolagem da carroceria. Sua suspensão também é voltada para o conforto, enfrentando com destreza as valetas e buracos das grandes cidades. Em velocidades mais altas, entretanto, a direção, do tipo elétrica, poderia ser um tanto mais firme, o que evitaria algumas flutuações.
A escolha sobre a versão de entrada do Basalt recaí para quem busca um carro espaçoso, que talvez o utilize como ferramenta de trabalho, e não se importe em levar um carro mais fraco para casa.
Em relação ao visual, o SUV cupê possui um design agradável. Tem faróis com efeito duplo que formam um X aliados à grade superior. Ao centro, fica o logo da Citroën, que, embora bem posicionado e muito elegante, não foi renovado como no caso do Jumpy. E vou te contar: esses deux chevrons atuais até me agradam mais do que os da versão reestilizada.
Nas laterais, as rodas são de 16 polegadas com pneus 205/60 R16. Nessa área, o SUV cupê revela linhas muito similares às do Aircross. No entanto, o Basalt possui molduras plásticas com a parte de cima mais reta; as do irmão são arredondadas. As saias laterais, por sua vez, são mais finas e delicadas.
As maçanetas vêm pintadas na cor da carroceria e os retrovisores têm luzes indicadoras. Os vidros têm molduras em preto e o caimento do teto garante uma harmonia que não existe em outros veículos que tentam fazer o mesmo.
O ar-condicionado não é digital, mas gela bem e tem saídas verticais nas extremidades e horizontais ao centro. Além disso, há central multimídia de 10 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay por cabo, câmera de ré e painel de instrumentos digital de 7 polegadas.
Conclusão
Caros internautas, o SUV CUPÊ da Citroën é considerado hoje o melhor custo benefício para quem esta á procura de um SUV econômico, com um excelente espaço interno, conforto, dirigibilidade e um design inovador, com a nova comunicação visual de todos produtos da marca francesa.
O preço sugerido enche os olhos. Até por isso não há como sentir falta de assistentes de segurança e condução, tendo apenas o kit básico de segurança à disposição dos usuários: ABS, Airbag e assistente de partida em rampa.





