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Avaliação da Semana – Andamos com o Citroën Aircross 7 XTR 2026, modelo entrega agilidade no trânsito urbano e boa economia.

Caros amigos da Veloxtv, estamos chegando em nossa última matéria de avaliação e teste do ano de 2025; antes de falarmos sobre o veículo gostaria de agradecer ao Grupo Stellantis pelo apoio dado em nosso trabalho no ano de 2025, e que em 2026 teremos muitas novidades.

 

Citroën Aircross XTR 2026

O Citroën Aircross 2026 destaca-se no mercado brasileiro como um SUV compacto versátil, oferecendo opções de 5 ou 7 lugares com um dos melhores espaços internos e custo-benefício da categoria. Equipado com o motor Turbo 200 (130 cv) e câmbio CVT, o modelo entrega agilidade no trânsito urbano e boa economia, especialmente com gasolina. A nova versão XTR 2026 ( Versão de nossa avaliação e teste) traz melhorias no acabamento, painel com materiais macios e visual aventureiro, sendo uma escolha racional para famílias, apesar de pecar pela ausência de faróis em LED e saídas USB-C.

 

A versão XTR do Citroën Aircross é a mais cara da gama (R$ 130 mil), posicionada acima da Shine (R$ 127 mil). Entre as novidades, o nome “Aircross 7” aparece centralizado na tampa traseira, sem o “C3” de antes. Agora, todas as versões (exceto a Feel 5, voltada para vendas a PcD) têm sete lugares de série.

As linhas da dianteira não mudaram — ainda não foi desta vez que o modelo nacional ganhou a aparência mais moderna da versão europeia. Até os faróis continuam a ser halógenos. O visual aposta em adesivos que combinam verde pistache e cinza (no capô e nas colunas), double chevrons escurecidos, borrachões laterais e plástico preto brilhante na grade e nos retrovisores.

As rodas têm acabamento grafite acetinado e calçam pneus Pirelli Scorpion 215/60 R17 AT. É a  alteração que mais chama atenção no visual, já que os pneus de uso misto dão ao Citroën um apelo mais “SUV”. Em diâmetro externo, contudo, nada muda em relação aos pneus da versão Shine. A suspensão também não sofreu alterações.

 

A faixa central do painel ganhou revestimento macio. Os bancos e as laterais de portas agora usam materiais mais agradáveis ao olhar e ao toque. O volante traz costuras verdes, cor-tema da versão XTR. Já as saídas de ar e parte do tablier receberam acabamento em black piano. O pacote inclui ainda ar-condicionado digital automático. Como antes, há quatro airbags.

 

O motorista, finalmente, passa a ter os comandos elétricos de todos os vidros bem à mão, na porta. As antigas teclas do console central, antes usadas para abrir as janelas traseiras, foram aposentadas no Aircross e no Basalt, dando lugar a botões nas laterais — bem mais cômodos para os passageiros.

Pelas pistas

A sigla XTR já havia sido usada numa versão aventureira do primeiro C3 nacional, entre 2006 e 2012. Teoricamente, significava “eXTReme” — mas no caso do Aircross poderia bem ser “eXTRamacio”.

 

Rodar com o Aircross XTR é como atravessar a cidade num colchão inflável. Quebra-molas, valetas e buracos praticamente somem sob as rodas. A direção, por sua vez, é superassistida. O objetivo parece ter sido dar um feeling de Citroën DS (1955-1975) ou 2CV (1948-1990) a um modelo de entrada equipado com molas e amortecedores convencionais.

 

No asfalto bom, o Aircross XTR se mantém estável o suficiente para viagens tranquilas, sem transmitir insegurança. É perfeito para regiões cheias de lombadas e buracos.

Motor

Os 130 cv do motor T200 (sem qualquer sistema híbrido) até animam, mas o acerto flutuante da suspensão e os comandos leves não convidam a uma tocada mais esportiva. O motor 1.0 Turbo (T200) de 130 cv (etanol) e 20,4 kgfm de torque, combinado ao câmbio CVT de 7 marchas simuladas, oferece ótima resposta na cidade e conforto em rodovias.

 

Como a Stellantis usa esse T200 em diversos outros modelos do grupo, achar peças é uma tarefa simples e barateia o custo de manutenção. 

 

A adoção do câmbio CVT favorece o conforto de condução, especialmente em trânsito urbano, onde a variação de marchas não é percebida como em uma caixa automática convencional. Também ajuda a manter o motor em faixas eficientes de rotações, especialmente quando combinado ao bom torque disponível já em rotações baixas.

 

Nas nossas medições, o consumo em ciclo urbano foi de 7,9 km/litro com etanol e 11 km/l com gasolina para a versão XTR 7. Em estrada marcou 9,4 km/l com etanol e 13,2 km/l. Com tanque de combustível de 47 litros, a autonomia teórica chegaria a 620,4 km.

Acabamento interno

O brasileiro está de olho nos acabamentos internos do carro. Pagar mais de R$ 100 mil em carros com plástico está se tornando cada vez mais inviável. Com a chegada dos carros chineses, as montadoras mais tradicionais precisaram melhorar seus acabamentos.

 

A versão de 7 lugares é um ponto forte, com a terceira fileira removível, conferindo grande flexibilidade. A cabine é espaçosa, com boa altura para passageiros altos.

 

Já no quesito equipaments, o Aircross7 XTR é bem recheado: sistema multimídia “Citroën Connect” com tela de 10 polegadas e espelhamento de smartphone sem fio (Android Auto/Apple CarPlay); painel de instrumento digital de sete polegadas; “piloto automático” com regulador/limitador de velocidade; sensor de estacionamento traseiro; travamento automático das portas e do porta-malas com o veículo em movimento; vidros elétricos dianteiros e traseiros com função “one-touch” de subida/descida e proteção antiesmagamento; bancos com revestimento sintético que imita couro com costuras em tom verde claro (“Light Green”), mesmo tom usado nos adesivos externos, e o volante também é revestido.

 

Os bancos da terceira fileira são rebatíveis e removíveis, o que oferece flexibilidade para alternar entre espaço para bagagem e uso familiar. Há ainda aerofólio traseiro, teto pintado de preto, emblemas “XTR” no exterior e interior, detalhes em preto brilhante e verde claro e decoração específica da versão

 

A combinação desses itens reforça que o posicionamento Aircross XTR 7: não se trata apenas e uma versão visualmente diferenciada, mas algo bem pensada para famílias que querem versatilidade e, dentro do possível, um pouco de espírito aventureiro.

 

Ao volante, o Aircross XTR 7 oferece uma condução tranquila e equilibrada, ainda mais considerando o motor turbo e o torque mais elevado. A resposta do acelerador nas baixas rotações é bastante satisfatória, algo especialmente útil quando o veículo está carregado, seja de passageiros e/ou de bagagens.

Suspensão

Na dianteira usa sistema McPherson, independente, com molas helicoidais e amortecedores. Na traseira, eixo de torção, semi-independente, com molas helicoidais e amortecdores hidráulicos. Esse conjunto é típico de SUVs compactos familiares: a suspensão dianteira independente ajuda no conforto e estabilidade nas curvas, enquanto o eixo de torção traseiro é uma solução econômica e eficiente quando não se exige suspensão tipo multilink, mais cara e sofisticada, oferecendo boa robustez para uso misto.

 

O Citroën XTR 7 2026 possui um sistema de freios composto por discos ventilados na dianteira e freios a tambor na traseira, além de diversos sistemas eletrônicos de assistência. A presença dos discos ventilados na dianteira melhora a eficiência de frenagem, especialmente quando se carrega carga ou passageiros, por dissiparem bem o calor gerado nos discos. Já os tambores atrás são a escolha tradicional em veículos mais baratos, já que são mais econômicos na produção do modelo e adequados à proposta e compromissos de uso familiar leve.

 

Completa o conjunto mecânico a direção com assistência elétrica, o que ajuda na manobrabilidade urbana e reduz o esforço do motorista. O diâmetro de giro é de 10,8 metros, razoável para um SUV de seu porte, facilitando manobrar em trechos urbanos.

 

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