Flávio Briatore triste por Robert Kubica não ficar na Williams.

Segundo o italiano, que chefiou com sucesso as equipes da Benetton e da Renault, é apenas uma questão de tempo até que o russo Sergey Sirotkin seja anunciado como colega de equipe de Lance Stroll na Williams.

 

Os rumores apontam para a entrada do russo para a equipe britânica, em detrimento de Kubica, que fez correr muita tinta com a possibilidade do seu regresso. O Sirotkin impressionou positivamente os responsáveis da Williams no último teste do ano e terá assim ultrapassado Kubica na corrida pela vaga. Briatore aponta o forte apoio financeiro que o russo tem: “Tenho pena que Kubica não tenha convencido a Williams. Tudo foi tentado, mas o russo tem um budget considerável, à volta dos 20 milhões. Kubica apenas conseguia entre 7 e 10 milhões. Se Kubica regressasse à F1 seria um enorme sucesso para o automobilismo. Me causa alguma estranheza as chefias da F1 não terem ajudado neste caso.”

 

O caso de Kubica nos fez sonhar com um retorno que seria notável a todos os níveis, tendo em conta o azar que teimou em complicar a vida a um dos maiores talentos que a F1 viu em pista. Fica a dúvida se Robert teria capacidade para ser verdadeiramente competitivo, ou se as suas limitações físicas colocariam um desafio demasiado grande. O piloto polonês sempre afirmou que estava completamente adaptado e que tinha a convicção que seria competitivo. O mais provável é não termos essa confirmação, no entanto fica mais uma vez a prova de que Kubica, além de um enorme talento, que infelizmente não foi aproveitado ao máximo, tem uma força e um caráter a toda a prova.

 

Quanto à Williams, se confirmar a entrada de Sirotkin, fica com uma dupla que levanta muitas interrogações. Se Stroll ainda está num processo de maturação e não tem ainda condições (aparentemente) para ser um verdadeiro número 1, Sirotkin chega depois de um ano em que esteve praticamente parado. Foi duas vezes terceiro classificado no GP2, e conseguiu um quinto lugar final na Formula 3.5 em 2014, mas à primeira vista não dá as garantias que uma equipa como a Williams necessitaria. Infelizmente parece que a equipa está a navegar ao sabor do dinheiro, muito provavelmente por necessidade. Fevereiro trará respostas mais concretas.

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