Felipe Giaffone ou Roberval Andrade. Sairá de um desses nomes o “campeão das copas”, título que será atribuído ao piloto com maior número de pontos ao longo da temporada inaugural da Copa Truck. Restando somente a rodada dupla de encerramento do calendário, marcada para 17 de dezembro em São Paulo, apenas os dois – respectivamente representantes da Volkswagen e da Iveco – continuam no páreo.

 

Campeão da Copa Nordeste e líder da Sul/Sudeste, última das três competições regionais da categoria em 2017, Giaffone acumula 188 pontos contra 170 de Roberval, que entrará na finalíssima de Interlagos com apenas dois de desvantagem na luta pelo derradeiro torneio em disputa. Como 51 estarão em jogo – 24 por vitória, mais um pela melhor volta de cada prova e um pela pole da primeira bateria -, o pernambucano Beto Monteiro, companheiro de equipe de Roberval, poderia alcançar o máximo de 180 – o vencedor da Copa Centro-Oeste soma 129.

 

Giaffone e Roberval chegarão à batalha final recebendo os dividendos por uma campanha pautada pela regularidade de bons resultados. Roberval escreveu seu nome na história da Copa Truck ao conquistar a primeira pole e a primeira vitória na estreia da modalidade em Goiânia no final de maio. Foi quarto colocado na Copa Centro-Oeste, terceiro na Copa Nordeste e agora ocupa a vice-liderança da Copa Sul/Sudeste. Giaffone, mesmo sem correr em Goiânia, terminou em 7º no Centro-Oeste graças a uma performance avassaladora em Campo Grande, onde arrebatou a pontuação máxima. Manteve a forma com o título no Nordeste e assumiu a ponta da Sul/Sudeste com um segundo e um terceiro lugares em Tarumã, onde Roberval anotou um segundo e um quarto.

 

Se o campeão das copas virou uma corrida de dois pilotos, a Copa Sul/Sudeste está completamente aberta. Apenas cinco pontos – 42 a 37 – separam o líder Giaffone do quarto colocado Witold Ramasauskas, ganhador da prova de complemento da programação em Tarumã. Entre eles, Roberval e Danilo Dirani, vencedor da corrida 1 no autódromo da cidade de Viamão, também têm chances altas. Matematicamente, no entanto, nem aqueles que “zeraram” em Tarumã, como Wellington Cirino e Duda Bana, podem ser descartados.