• Em novembro, com 2.614 unidades comercializadas, setor registra queda de 1,4% em relação a igual período do ano passado. Ante outubro de 2017, veículos importados obtêm alta de 0,1%. No acumulado, queda de 18,7%.
  •  A menos de 30 dias do fim do Inovar-Auto e com o iminente programa Rota 2030, setor mantém alerta aos consumidores em relação aos preços de importados, que não vão cair. Podem até ter preços majorados por conta de impostos em caso de não-atendimento integral ao Rota 2030.

As dezessete marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 26.427 unidades, anotaram de janeiro a novembro baixa de 18,7% ante igual período de 2016, quando foram vendidas 32.516 unidades.

No comparativo mensal, novembro de 2017 ainda registra queda de 1,4% em relação a igual período de 2016. Foram comercializadas 2.614 unidades contra 2.650 licenciamentos em novembro do ano passado. O desempenho de vendas no mês de novembro, porém, significou ligeira alta de 0,1%, comparado ao mês imediatamente anterior. Foram 2.614 unidades contra 2.612 unidades em outubro último.

“Felizmente, as vendas mensais se estabilizaram, mas sobre uma base muito fraca. Por isso, a menos de 30 dias do fim do Inovar-Auto, é um alento para o setor de veículos importados vislumbrar a possibilidade de retomar suas vendas, sem os 30 pontos percentuais do IPI e sem a cota-limite de 4.800 unidades/ano. Nossa previsão de fechamento de vendas para 2017 era de 27 mil unidades. Agora, chegaremos a 29 mil unidades, mas ainda muito aquém de nossas reais possibilidades”, analisa José Luiz Gandini, presidente da Abeifa. Para 2018, porém, a estimativa foi mantida em 40 mil unidades.

Gandini voltou a reafirmar que, com o fim do programa Inovar-Auto no dia 31 de dezembro e a instituição do programa Rota 2030 a partir de 2018, os preços de veículos importados não vão cair. “Ao contrário, uma vez habilitadas ao Rota 2030, empresas que não conseguirem cumprir metas a serem estabelecidas pela nova política industrial poderão ter seus produtos com preços majorados”.

Participações – Em novembro último, com 4.143 unidades licenciadas (importados + produção nacional), a participação das associadas à Abeifa foi de 2,10% do mercado total de autos e comerciais leves (197.247 unidades). No acumulado, o market share foi de 2,18% (38.712 unidades, do total de 1.967.760 unidades).

Se for considerado o total de veículos importados, ou seja aqueles trazidos também pelas montadoras, as associadas à Abeifa responderam, em novembro, por 12,45% (2.614 unidades, do total de 20.994 unidades importadas). No acumulado, 12,36% (26.427 unidades, do total de 213.830 veículos importados).

Produção local – Entre as associadas à Abeifa, que também têm produção nacional, BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki fecharam o mês de novembro com 1.529 unidades emplacadas, total que representou queda de 16,4% em relação ao mês anterior. Comparado a novembro de 2016, o aumento de 34,1%, quando foram emplacadas 1.138 unidades nacionais. Enquanto, no acumulado, as cinco associadas à Abeifa totalizaram 16.428 unidades emplacadas, alta de 51,5% ante as 10.840 unidades.